Teletrabalho faz aumentar número de horas diárias trabalhadas

Entre o conjunto de países analisados pela Bloomberg, quase todos registam um aumento no número de horas de trabalho em relação aos meses pré-pandemia. Apenas na Bélgica as horas trabalhadas caíram.

Começar a trabalhar a partir de casa foi, para muitos profissionais, um ponto de viragem no número de horas laborais diárias. Em muitos países, trabalhar mais horas do que as estipuladas no horário laboral já faz parte dos tantos “novos normais” que a pandemia trouxe.

De acordo com a Bloomberg (acesso condicionado, conteúdo em inglês), praticamente todos os países mencionados no gráfico abaixo viram engordar o número de horas trabalhadas, quando comparados o período pré-pandemia e os meses de março e abril de 2020.

Os Estados Unidos da América (EUA) registaram o maior aumento, passando de oito horas diárias para mais de dez horas trabalhadas por dia. Seguiu-se França e Espanha, que também passaram de oito horas para dez horas, um acréscimo de duas horas no horário laboral dos trabalhadores. Apenas Itália não registou qualquer alteração a esse nível.

O gráfico, que mostra os dados cedidos pela NordVPN Teams também analisa — além do cenário antes da Covid-19 e os meses de março e abril, período em que começaram as quarentenas obrigatórias e as declarações de Estado de Emergência — o início de 2021.

Em janeiro, foi a vez de Itália aumentar as horas trabalhadas passando de oito para cerca de nove. Os restantes países mantiveram as horas que estavam a fazer desde março/abril ou, inclusive, reduziram-nas, como foi o caso da Bélgica, Dinamarca, França e Espanha.

Ainda assim, quase todos os países continuam a trabalhar mais horas do que trabalhavam num cenário pré-Covid. Apenas na Bélgica, o teletrabalho deu origem a menos horas trabalhadas, passando de cerca de nove (antes da pandemia) para dez (entre os meses de março e abril de 2020) e, finalmente, para oito horas (em janeiro de 2021).

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