Banco Montepio tem novo administrador para acelerar transformação digital

Banco Montepio anunciou a contratação de Jorge Baião, ex-administrador com o pelouro da tecnologia da informação do Crédito Agrícola.

O Banco Montepio anunciou esta segunda-feira um novo administrador para acelerar a transformação tecnológica no banco. Jorge Baião é o novo membro da equipa executiva de Pedro Leitão e terá a seu cargo o pelouro da Tecnologia, Transformação Digital, Operações e Meios.

O novo executivo do Banco Montepio vem do Crédito Agrícola, onde desempenhava a função de Chief Information Officer (CIO). Antes disso, passou pelo grupo BBVA, em Espanha, e pelo Banco Santander, e também pela consultoria de gestão (Deloitte e Arthur D. Little) onde geriu programas transformacionais e de reestruturação no setor financeiro em diversas geografias (Europa e América Latina), de acordo com a informação disponibilizada pelo banco.

Com esta contratação, Pedro Leitão reforça a sua equipa executiva com um elemento com larga experiência nas áreas transformacional e tecnológica. O banco pretende reforçar a tendência que iniciou há um ano de transformação e aceleração digital. Pedro Leitão era anteriormente Chief Digital Officer do Banco Atlântico Europa.

“A transformação digital é hoje vital no setor financeiro sendo, por isso, um dos pontos fulcrais da estratégia em prática no grupo Banco Montepio. Foi neste contexto que o conselho de administração do Banco Montepio convidou Jorge Baião para integrar este órgão, como membro da comissão executiva”, frisa o banco em comunicado.

O Banco Montepio tem em curso um plano de reestruturação que deverá levar à saída de cerca de 900 trabalhadores, cerca de 20% dos seus quadros, e ao encerramento de 80 balcões nos próximos anos, num processo ajustamento que é visto como crucial para o regresso aos lucros e à geração orgânica de capital, numa altura em que todo o setor está a ser afetado pela pandemia de Covid-19.

O banco fechou 2020 com prejuízos de cerca de 81 milhões de euros, depois de lucros de 21 milhões em 2019. Os resultados foram duramente afetados pela pandemia, com o banco a registar imparidades de 77 milhões de euros, e pela reestruturação em curso, que representou um custo não recorrente de 35 milhões.

Os capitais próprios desceram 125 milhões de euros para 1.327 milhões de euros, o que poderá levar a Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) a ter de registar nova imparidade com o banco nas contas individuais.

 

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