INE recebe 60 mil candidaturas para 11 mil vagas dos Censos

Processo de seleção de recenseadores será efetuado pelas autarquias locais durante o mês de março. Candidatos escolhidos poderão receber até 1.500 euros brutos.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) vai realizar, este ano, aquela que é a maior operação estatística nacional. Para pôr em marcha o XVI Recenseamento Geral da População e VI Recenseamento Geral da Habitação, ou seja, os Censos 2021, abriu um processo de recrutamento de 11 mil recenseadores, mas as candidaturas superaram largamento o número de vagas.

Até ao final da semana passada, de acordo com dados avançados pelo INE ao ECO, contabilizavam-se 53 mil candidaturas, mas nos últimos dias chegaram ainda mais manifestações de interesse. O INE recebeu cerca de 60 mil candidaturas a nível nacional”, refere o gabinete de estatística em comunicado.

Ou seja, chegaram ao INE cinco vezes mais candidatos do que os que eram necessários para levar a cabo esta operação estatística. Agora, estas 60 mil candidaturas vão passar pelo processo de seleção, processo que arranca já no próximo mês.

“A seleção de recenseadores será efetuada pelas autarquias locais durante o mês de março, sendo convocados para entrevistas de seleção apenas os candidatos que melhor se enquadram nos requisitos definidos”, diz o INE.

Os candidatos deverão ter habilitações académicas ao nível do 12.º ano, preferencialmente, mas também ter competências ao nível da microinformática e da utilização das TIC, e um smartphone ou tablet ligado à internet.

O INE pede ainda, além da capacidade para estabelecer contactos interpessoais, que os recenseadores tenham, disponibilidade para realizar os Censos 2021 durante a semana, a tempo parcial, e aos fins de semana. Isto durante um período que deverá demorar cerca de seis semanas, acenando com uma remuneração bruta em torno dos 1.500 euros.

“A retribuição de cada recenseador irá variar em função do seu desempenho”, podendo “um recenseador com 600 alojamentos atribuídos e que termine o seu trabalho em seis semanas receber, em média, 1.500 euros”, explica o INE.

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