É preciso garantir que “recuperação se faz com todos no caminho de igualdade”

A pandemia não se fez sentir de igual modo sobre homens e mulheres e, se esse efeito diferenciado não for invertido, haverá "recuos no caminho da igualdade", alerta Mariana Vieira da Silva.

A crise provocada pela pandemia de coronavírus impactou de “modo diferenciado” os homens e as mulheres e, se esse “efeito não for invertido”, poderão estar no horizonte “recuos no caminho da igualdade”, salientou esta segunda-feira a ministra de Estado e da Presidência, à saída de uma reunião informal dos Ministros do Emprego, Política Social, Saúde e Consumidores da União Europeia. De acordo com Mariana Vieira da Silva, no encontro, foi ainda destacada a importância de incluir as questões de género nos Planos de Recuperação e Resiliência (PRR) dos vários Estados-membros.

“Em muitos países, é reconhecido o impacto diferenciado desta crise sobre as mulheres e sobre os homens e que esse efeito diferenciado, se não for invertido, pode dar lugar a recuos no caminho da igualdade, por exemplo, em termos da participação das mulheres no mercado de trabalho“, salientou a ministra, em declarações aos jornalistas.

Mariana Vieira da Silva avançou também que os ministros que estiveram reunidos concluíram que “é necessária uma abordagem estrutural, assente na integração da perspetiva de género em todas as políticas”, do emprego à proteção social, que tenha por base a definição de metas e objetivos que constituam um “caminho que os Estados-membros possam percorrer”.

“Na mesma linha, foi muito destacada a importância de incluir essa dimensão de género nos Planos de Recuperação e Resiliência, garantindo que essa recuperação de faz com todos, homens e mulheres, no caminho de igualdade”, acrescentou a ministra da Presidência. O PRR português, cuja última versão está em consulta pública, tem um capítulo dedicado ao impacto do plano na igualdade de género.

Também a ministra do Trabalho prestou declarações aos jornalistas, no final da referida reunião, tendo destacado a “grande necessidade” de estabelecer “objetivos e metas ambiciosas, quantitativas e mensuráveis” relativamente ao pilar social europeu. Ana Mendes Godinho frisou, além disso, que a recuperação deve ser feita “com base na resiliência social”, isto é, “assumindo-se o pilar social como base da recuperação e da transição digital e ambiental”.

Esta reunião informal teve o como tema os “Empregos, Qualificações e Coesão: Prioridades para uma Europa Social Mais Forte”.

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