Da igualdade de oportunidades às habilidades relevantes. É assim que os ODS da ONU guiam atividade da Nova SBE

A Nova SBE publicou o Relatório de Impacto referente ao ano letivo de 2019/2020. O documento mostra como está a ser materializado o compromisso de se reger pelos 17 ODS da ONU.

Há cada vez mais mulheres admitidas nos cursos da nova SBE, quase 700 mil euros foram investidos em bolsas de estudo e perto de 8.500 alunos concluíram cursos mapeados sob a Agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Estas são algumas das conclusões do Relatório de Impacto publicado esta segunda-feira pela Nova SBE referente à atividade desenvolvida no ano letivo de 2019/2020. O documento demonstra como está a ser materializado o compromisso de se reger pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, aliados aos Seis Princípios do PRME (Principles for Responsible Management Education).

“A Nova SBE reconhece a responsabilidade, enquanto instituição do ensino superior, das oportunidades que cria e potenciam o desenvolvimento daqueles que serão os futuros líderes. É por isso que ambicionamos que os nossos alunos, para além da excelência da formação profissional, se tornem líderes fluentes na linguagem dos ODS”, diz Daniel Traça, dean da Nova SBE, à Pessoas.

Integrar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na educação acarreta, no entanto, dois grandes desafios. “Por um lado, as escolas serem veículos de difusão de valores, competências e conhecimento para o desenvolvimento sustentável, através de uma abordagem da sua liderança forte e capaz de oficializar uma linguagem de propósito no seu dia-a-dia, e, por outro lado, a integração de forma holística não só nos programas académicos, mas nas iniciativas e parcerias promovidas no âmbito dos mesmos”, continua.

A Nova SBE reconhece a responsabilidade, enquanto instituição do ensino superior, das oportunidades que cria e potenciam o desenvolvimento daqueles que serão os futuros líderes. É por isso que ambicionamos que os nossos alunos, para além da excelência da formação profissional, se tornem líderes fluentes na linguagem dos ODS.

Daniel Traça

Dean da Nova SBE

O relatório, que pode ser consultado aqui, pretende incentivar outras instituições de ensino superior, entidades governamentais e não-governamentais, bem como empresas dos mais diversos setores e a sociedade em geral, a aderirem a este movimento de transformação, que se pretende sustentável, inclusivo e pacífico.

Além de detalhar as iniciativas e os programas académicos que respondem à Agenda ODS, a instituição de ensino apresenta os indiciadores que respondem, na prática, às metas fixadas no âmbito do Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 14, dedicado à “Educação de Qualidade”.

Mais mulheres com acesso à universidade

Atribuição de bolsas de estudo, maior número de mulheres admitidas e aposta na formação executiva foram apenas algumas das iniciativas da Nova SBE para alcançar a meta 4.3, que propõe “até 2030, garantir acesso igual para todas as mulheres e homens à educação técnica, profissional e superior de qualidade, a preços acessíveis, incluindo a universidade”.

De acordo com o relatório, no ano letivo em análise, registou-se um aumento de 17% no que toca a mulheres admitidas para licenciatura, 34% para mestrado e 26% para doutoramento. Por outro lado, foram investidos mais de 670 mil euros em bolsas de estudo.

Já no que diz respeito à formação executiva, a Nova School of Business and Economics refere que foram desenvolvidos seis programas online. Devido à pandemia, foram realizados oito programas de formação totalmente à distância, bem como 23 programas em formato b-learning, incluindo programas de pós graduação.

Competências relevantes para o mercado de trabalho

A meta 4.4, “até 2030, aumentar substancialmente o número de jovens e adultos com habilidades relevantes, incluindo habilidades técnicas e vocacionais, para empregos, trabalho decente e empreendedorismo”, está a ser materializada com workshops, eventos profissionais, feiras de emprego e parcerias universitárias e corporativas internacionais.

No ano letivo de 2019/2020, mais de 3.500 alunos participaram nos 140 workshops realizados, foram desenvolvidas duas feiras de emprego e mais de 250 parcerias. O lançamento dos programas de mentoria, estágio global e “Advancing your career” contribuíram, também, para perseguir o objetivo que estabelece a meta 4.4. do ODS 14.

Promoção de um desenvolvimento sustentável

Para promover o desenvolvimento sustentável, através da educação (meta 4.7: “até 2030, garantir que todos os alunos adquiram conhecimentos e habilidades necessárias para promover o desenvolvimento sustentável, incluindo através da educação para o desenvolvimento sustentável e estilos de vida sustentáveis, direitos humanos, igualdade de género, promoção de uma cultura de paz e não violência, cidadania global e valorização da cultura diversidade e da contribuição da cultura para o desenvolvimento sustentável”), a Nova SBE lançou três novos mestrados.

Em setembro de 2020, o mestrado em Business Analytics e, durante o ano letivo de 2019/2020, os mestrados em Desenvolvimento Internacional e Políticas Públicas e o mestrado em Empreendedorismo e Inovação de Impacto, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian.

Este último, com um programa dedicado ao impacto social e a uma mentalidade empreendedora, é destinado a alunos que pretendem “enfrentar grandes desafios e criar um impacto real na sociedade”, refere o dean da Nova SBE. “O objetivo é oferecer aos alunos os conhecimentos, competências e mudanças de mentalidade que o mundo exige”, acrescenta.

Daniel Traça, dean da Nova SBEPaula Nunes / ECO

Por outro lado, no final do ano passado, a Nova SBE lançou a plataforma “Role To Play”, que tem como finalidade inspirar e convidar todos os membros da sua comunidade a desempenharem o seu papel ao nível do desenvolvimento sustentável. “Através da disseminação de conhecimento especializado da sua comunidade e da partilha de boas práticas, pretende-se ativar um apelo global que desencadeie um movimento de transformação e de contributo para os ODS, capaz de gerar mudança positiva para a sociedade”, explica Daniel Traça.

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