Leão pede ao G20 para manter estímulos contra a crise pandémica

O ministro das Finanças pediu aos seus colegas do G20 para manterem a política orçamental expansionista para combater a crise pandémica. "É consensual" que tal seja feito, diz.

João Leão, representando a União Europeia no G20 dado que Portugal ocupa a presidência rotativa do conselho da UE, deixou um apelo na reunião desta sexta-feira: continuem com uma política orçamental expansionista para ajudar a economia mundial a sair da crise pandémica.

É consensual de que se devem manter as políticas orçamentais expansionistas em conjunto com condições de financiamento acessíveis“, afirma o ministro das Finanças, num comunicado que revela a mensagem que Leão deixou no final do G20. A mensagem é não só para os Governos, mas também para os bancos centrais que têm mantido as taxas de juro baixas, atenuando o impacto da subida da dívida pública na fatura dos juros.

Para o ministro “os desafios da crise que atravessamos exigem de nós Portugal, de nós Europa, de todas as economias mais desenvolvidas do mundo, uma maior coordenação e solidariedade global no que toca às medidas económicas e orçamentais”. Esta mensagem surge numa altura em que se discute na Europa se a suspensão das regras orçamentais, a qual permite orçamentos expansionistas, deverá manter-se em 2022 ou não. O primeiro-ministro já a dá como certa, mas a decisão ainda não foi tomada.

João Leão diz que no início da pandemia ficou demonstrada a capacidade de coordenação internacional e institucional para combater esta crise e é isso que terá de continuar. “Houve uma coordenação das políticas orçamental e monetária, reforçando-se mutuamente“, recorda, assinalando o uso da “flexibilidade dos nossos quadros orçamentais, financeiros e de ajuda estatal”.

“Esta crise, de dimensão sem precedentes, e de perdas sociais e económicas indescritíveis, deu-nos um empurrão para construirmos uma Europa mais resiliente e uma Europa mais integrada”, considera Leão, fazendo um novo pedido para o futuro, desta vez dirigido especificamente aos seus parceiros europeus: “A resposta à crise não deve ser uma resposta de curto prazo, mas deve convergir numa resposta que molde o médio e longo prazo da economia europeia“.

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