Economia regista queda “mais acentuada” na última semana de fevereiro

Na quarta semana de fevereiro, a atividade económica deteriorou-se em Portugal, após ter estabilizado na semana anterior.

O indicador diário de atividade económica do Banco de Portugal aponta para uma queda “mais acentuada” da economia portuguesa na quarta semana de fevereiro, face ao período anterior, depois de se ter assistido a uma estabilização na semana anterior. Após o forte impacto do confinamento decretado a meio de janeiro, os dados indicavam que a economia aliviou durante as primeiras semanas de fevereiro, mantendo-se, no entanto, em terreno negativo.

“Na última semana de fevereiro, o indicador diário de atividade económica (DEI) apresentou uma queda homóloga mais acentuada do que a observada na semana anterior”, escreve o Banco de Portugal nos dados divulgados esta quinta-feira. Ou seja, a quebra homóloga foi superior à da terceira semana de fevereiro, tal como mostra o gráfico do indicador.

Apesar de a curva ter piorado no final de fevereiro, o gráfico com o histórico do indicador continua a mostrar que esta contração da economia nos primeiros dois meses de 2021 é mais comparável com a do quarto trimestre do ano passado do que com a do segundo trimestre, período do primeiro confinamento.

Atividade económica deteriora-se no final de fevereiro

Fonte: Banco de Portugal.

Apesar de diário, o DEI é apenas publicado à quinta-feira, com dados até ao domingo anterior. Com efeito, a 28 de fevereiro, o último dia para o qual foi apurado o DEI, a queda homóloga do indicador foi de 16,4%. Quando à média móvel semanal, o último valor é o de 25 de fevereiro (-6,3%).

A estimativa da Comissão Europeia aponta para uma contração em cadeia do PIB português de 2,1% no primeiro trimestre deste ano, o que a concretizar-se será a maior queda entre os 27 Estados-membros. Já o Fórum para a Competitividade aponta para uma queda em cadeia de até 6%.

Este novo indicador divulgado este ano pelo banco central incorpora diversas séries de informação, como o tráfego de pesados de mercadorias nas autoestradas, o tráfego de correio nos aeroportos nacionais ou as compras efetuadas com cartões bancários. O impacto da pandemia gerou uma maior necessidade de recurso a este tipo de indicadores económicos de divulgação mais frequente, como é o caso do DEI. Isto acontece porque um dos mais relevantes, o Produto Interno Bruto (PIB), é apenas apurado e divulgado trimestralmente.

A próxima divulgação do DEI está marcada para 11 de março. “Refira-se que os valores do DEI podem ser revistos devido a revisões da informação de base ou à incorporação de nova informação, em particular referente ao tráfego de veículos comerciais pesados e carga e correio desembarcados, que têm um desfasamento de divulgação superior”, ressalva o Banco de Portugal.

(Notícia atualizada às 12h20 com mais informação)

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