Web Summit começa a vender tecnologia. Nações Unidas são primeiro cliente

Software desenvolvido pela empresa irlandesa começa a ser vendido ao mundo. ONU é o primeiro cliente, anunciou Paddy Cosgrave.

É o anúncio que Paddy Cosgrave antecipava no início do ano. A Web Summit começou a vender o software que desenvolveu para a organização de conferências e a Organização das Nações Unidas (ONU) é o seu primeiro cliente. A empresa irlandesa, que desde 2016 organiza o maior evento de empreendedorismo e tecnologia do mundo em Lisboa, está empenhada em fazer crescer o negócio para a área tecnológica e de software.

Numa publicação no blog oficial, o fundador conta que, com esta novidade, “a Web Summit abre o seu software ao mundo” e cria ainda 50 novas vagas de trabalho na empresa, muitas delas para contratos de trabalho remoto. “Não podíamos imaginar um melhor primeiro cliente para o produto que passámos quase uma década a aperfeiçoar”, assinala o cofundador e CEO da Web Summit.

“Claro que, na última década, alguns dos meios mais reputados do mundo sugeriram que os nossos eventos online e offline são os melhores do mundo. Mas o que distingue o Web Summit de outros? Acreditamos que é o nosso software“, sublinha o irlandês, referindo que a maior equipa dentro da empresa é a de tecnologia, e que é sua ambição construir “software que torne os nossos eventos tão valiosos quanto possível para os participantes”.

Há cerca de um mês, o CEO da Web Summit escrevia no Twitter que estaria prestes a fechar aquele que seria o “maior acordo” dos seus dez anos de vida. “A Web Summit está perto de assinar o que possivelmente será o negócio mais importante da nossa curta história. Esperamos poder adiantar mais em março. Desejem-nos sorte”, escreveu o empreendedor.

A tecnologia desenvolvida pela Web Summit tem sido aperfeiçoada ao longo da última década e será usada, pela primeira vez, fora do âmbito da conferência internacional, pela ONU, entre os dias 23 e 25 de março, no evento Innovation Days, anunciou o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP).

A empresa promotora do Web Summit (evento com o mesmo nome) prepara-se também para voltar a organizar o Collision em abril, o evento-irmão que se realizava em Toronto, no Canadá, mas novamente numa edição totalmente online, pelo segundo ano consecutivo. Já o Web Summit, marcado para novembro em Lisboa, continua a ser planeado como evento presencial, tendo a organização anunciado que pretende operacionalizar uma versão híbrida a partir da capital portuguesa.

De acordo com a organização, participaram no evento em dezembro passado quase 105 mil pessoas de 168 países, só no primeiro dia da conferência “from home. Além deste evento, marcado para 1 e 4 de novembro, a Web Summit tem outras duas conferências: a Collision, em Toronto, no Canadá, e a Rise, em Hong Kong.

A Web Summit anunciou ainda, no final de novembro de 2020, que se prepara para replicar o evento de Lisboa no Brasil, já no próximo ano. Durante o evento online, a organização adiantou ainda que haverá também um terceiro Web Summit em Tóquio, no Japão, igualmente a partir de 2022.

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