Objetivo do PSD nas autárquicas é reduzir a “hegemonia socialista”

Rui Rio assume que as eleições autárquicas são "particularmente importantes" para o PSD e define como objetivo reduzir a "hegemonia socialista" nas câmaras municipais do país.

O objetivo do Partido Social-Democrata (PSD) nas eleições autárquicas deste ano é reduzir a “hegemonia socialista” nas autarquias nacionais, após o pior resultado da história do PSD em 2017. Rui Rio quer diminuir o “diferencial” de câmaras entre o PSD, num total de 98, e o Partido Socialista (PS), num total de 160, o maior número de câmaras num só partido desde o 25 de abril.

Estas eleições autárquicas têm uma importância enorme para todo o país, mas têm uma importância acrescida para o Partido Social-Democrata“, disse Rui Rio esta terça-feira na assinatura do acordo-quadro nacional para as eleições autárquicas com o CDS, ao lado de Francisco Rodrigues dos Santos. Para o líder do PSD é nas eleições autárquicas que se mede a “implantação territorial de um partido”.

O objetivo passa por reduzir o número de 62 câmaras que separam o PSD do PS, ou seja, conquistar mais autarquias e não perder as que tem. “É muito importante nós conseguirmos nas próximas eleições autárquicas enfraquecer esta quase hegemonia do PS no poder autárquico“, afirmou Rio, assinalando que o PS tem mais câmaras do que todos os outros partidos juntos, algo que o PSD quer terminar.

Porém, o líder social-democrata afastou o cenário de conseguir, num só ato eleitoral, reverter a maioria socialista nas autarquias, condicionando assim as leituras que se façam dos resultados eleitorais em outubro. “Com os pés assentes na terra, é muito difícil nós conseguirmos ter mais presidentes de câmara do que o PS numa só eleição“, admitiu o portuense, clarificando que “reduzir fortemente [essa diferença] é um objetivo estratégico que temos de prosseguir”.

Até ao fim de março deverão ser anunciados todos os 308 candidatos do PSD e do CDS para que possam começar a pré-campanha. Os dois partidos afastaram a possibilidade de haver pré-coligações com o Chega nas autárquicas.

“As próximas eleições autárquicas representam um marco importante na afirmação de um projeto mobilizador alternativo à maioria de esquerda que, desejavelmente, se venha a constituir num momento de viragem para a mudança”, lê-se no acordo-quadro nacional para as eleições autárquicas, onde se enaltece o papel das autarquias por colmatarem as falhas do Estado central.

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