Lisboa e Vale do Tejo testa à Covid-19 alunos, professores, auxiliares e coabitantes nos 2.º e 3.º ciclos

Alunos, professores, auxiliares e coabitantes destes vão ser alvo de uma campanha de "testagem massiva" à Covid-19, nos 2.º e 3.º ciclos, na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), anunciou o Governo.

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo vai promover a “testagem massiva” nas escolas dos 2.º e 3.º ciclos.EPA/Andreu Dalmau

Alunos, professores e funcionários dos ciclos de ensino que retomaram a atividade letiva presencial esta semana vão ser alvo de uma campanha de “testagem massiva” na região de Lisboa e Vale do Tejo, promovida pela ARSLVT. Em causa estão os 2.º e 3.º ciclos de escolaridade, cujas aulas presenciais foram retomadas na segunda-feira.

Além destas pessoas, serão ainda testados “todos os seus coabitantes”, isto é, aqueles que com eles vivam debaixo do mesmo teto. “A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) tem estado a reforçar as medidas de monitorização e mitigação da Covid-19 nas respostas sociais e nos estabelecimentos de educação e ensino”, avançou, em comunicado, o coordenador da resposta regional à pandemia, Duarte Cordeiro.

Além da testagem para despiste de infeções, sobretudo de casos assintomáticos, estão ainda a ser reforçadas as medidas de isolamento de positivos e desinfeção de espaços. Segundo o gabinete do também secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, nesta região, que é a mais densamente populada do país, “quando identificados surtos em creches, jardins-de-infância e escolas dos diferentes níveis de ensino, procede-se ao acompanhamento pelas autoridades de saúde, que possuem recursos reforçados de monitorização e mitigação da Covid-19 em meio escolar”.

“Deste modo, serão testados funcionários e crianças de várias idades que frequentam os estabelecimentos em que foram identificados surtos (mediante consentimento informado dos encarregados de educação), mas também coabitantes desses alunos e pessoal docente e não docente“, acrescenta a referida nota.

O plano, divulgado na semana em que o país deu mais um passo no desconfinamento, prevê ainda que, após conhecimento de um caso de Covid-19 em meio escolar, é assegurado “o ensino não presencial da turma” ou sala de aula, “enquanto aguarda os resultados dos testes realizados”. “Perante a existência de outros casos, pondera-se a aplicação da mesma medida a todo o estabelecimento, por motivos de saúde pública, de modo a cortar cadeias de transmissão da infeção” pelo coronavírus.

Serão testados funcionários e crianças de várias idades que frequentam os estabelecimentos em que foram identificados surtos (mediante consentimento informado dos encarregados de educação), mas também coabitantes desses alunos e pessoal docente e não docente.

Fonte oficial do gabinete de Duarte Cordeiro

De acordo com o gabinete de Duarte Cordeiro, existe ainda a possibilidade de, na região de Lisboa e Vale do Tejo, serem realizados “rastreios a profissionais e alunos dos Estabelecimentos de Ensino e Educação e ATL que se localizem em proximidade geográfica onde estão localizadas escolas com surtos”.

Dados do Governo indicam que foram feitos mais de 117 mil testes em meio escolar desde que foram retomadas as aulas não presenciais no ensino pré-escolar e 1.º ciclo, a 15 de março, nos setores público e privado. “Nesta segunda fase está prevista a realização de mais de 150 mil testes a todos os trabalhadores docentes e não docentes destes estabelecimentos em todo o território continental”, assegura o Executivo.

Não será a única campanha de testagem massiva no país. Na terça-feira, o primeiro-ministro, António Costa, disse que vão ser levadas a cabo campanhas de testagem em larga escala nas localidades em que a incidência da Covid-19 acumulada a 14 dias é superior a 120 casos por 100 mil habitantes.

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