BE defende negociação de todas as vacinas disponíveis, tal como fizeram outros países europeus

Catarina Martins, em visita ao laboratório militar, defendeu a produção interna de vacinas e sublinhou a importância de negociar todas as vacinas disponíveis.

Em visita ao laboratório militar esta quarta-feira, Catarina Martins disse que Portugal deveria apostar na produção interna de vacinas, mas que agora era importante negociar todas as vacinas disponíveis. A declaração da bloquista chega no mesmo dia em que a Alemanha anunciou que iria negociar com a Rússia a compra da sua vacina, tal como outros países europeus o fizeram.

Defendendo a produção da vacina no país, a deputada bloquista notou que é necessário “haver muito mais investimento” e que o BE considera “que deve ser feito”. “Aprendemos com esta pandemia, Portugal não deve ficar tão dependente do exterior“, afirmou.

No entanto, apesar de reconhecer esta importância, considera que “neste momento devemos já estar a negociar todas as vacinas disponíveis”. Esta estratégia tem sido adotada por diversos países, especialmente no que diz respeito à vacina russa, Sputnik V. Dentro da União Europeia já Hungria, Eslováquia e República Checa começaram a usar este fármaco e Áustria e Alemanha negoceiam a compra do mesmo.

Catarina Martins referiu ainda que tem confiança nas instituições de saúde, quer portuguesas, europeias ou internacionais. Por isso, no que diz respeito à polémica em torno da vacina da AstraZeneca, a deputada considera que “não se deve criar alarmismo” pois tratam-se “efeitos secundários que não têm diferenças acentuadas para com outras vacinas e não são grandes para causar alarme”.

Além do mais, a líder do BE, voltou a insistir no levantamento das patentes. “Temos de garantir a universalização da vacina Covid. É a única forma de ultrapassar a pandemia”, proclamou.

Por fim, questionada pelos jornalistas sobre os novos apoios sociais, Catarina Martins disse ser “preciso que os serviços da Segurança Social sejam instruídos o mais rapidamente possível sobre a nova forma de cálculo“. Em causa está o apoio à redução da atividade económica foi reativado em janeiro pelo Governo com o novo confinamento, devido à Covid-19, mas foi alterado pelo Parlamento, numa votação em que apenas o PS votou contra. Com as alterações, a base de cálculo do apoio passa a considerar “o rendimento médio anual mensualizado do ano de 2019″ (ano anterior à crise causada pela pandemia) em vez média da remuneração registada como base de incidência contributiva dos últimos 12 meses.

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