Dez países decidiram limitar o uso da vacina da AstraZeneca a grupos etários específicos

Dez países decidiram suspender temporariamente a administração da vacina da AstraZeneca a grupos etários específicos. Em causa está relação a da vacina com formação de coágulos sanguíneos.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) concluiu que há uma relação entre a formação de coágulos sanguíneos e a vacina da AstraZeneca, mas defendeu que os benefícios superam os riscos. Ainda assim, vários países estão a impor restrições ao seu uso. Há já 10 que afastam a administração da vacina anglo sueca aos mais novos.

Espanha, Alemanha, Estónia, Coreia do Sul, Holanda e Filipinas recomendaram que a vacina da AstraZeneca fosse utilizada apenas em pessoas até aos 60 anos, de acordo a Reuters. Já a região autónoma espanhola de Castilla y León decidiu suspender totalmente o uso da vacina da AstraZeneca.

A Bélgica vai parar de vacinar com AstraZeneca pessoas com menos de 56 anos nas próximas quatro semanas devido às preocupações com a formação de coágulos sanguíneos. A decisão será revista após quatro semanas, diz o Politico.

O Canadá decidiu suspender o uso da vacina AstraZeneca para pessoas com menos de 55 anos, avançou o The Guardian, enquanto o Reino Unido recomenda que pessoas com menos de 30 anos devem ter uma alternativa, devido a possíveis ligações entre a vacina e casos muito raros de coágulos de sangue. A Agência Europeia do Medicamento disse na quarta-feira que a União Europeia (UE) terá “em conta” a recomendação de especialistas britânicos que sugeriram alternativas à administração da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 para menores de 30 anos.

Itália recomendou que a vacina da AstraZeneca fosse apenas utilizada em pessoas com mais de 60 anos, apesar das autoridades de saúde italianas explicarem que as pessoas com 60 anos que já tomaram a primeira dose da vacina AstraZeneca podem tomar uma segunda.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recebeu relatos de 169 casos de coágulos de sangue cerebral raros no início de abril, depois de 34 milhões de doses terem sido administradas no Espaço Económico Europeu (EEE), segundo Sabine Straus, presidente do comité de segurança da EMA. Deste total, 18 foram fatais.

Portugal alertou os países europeus que as decisões sobre a vacina da AstraZeneca “afetam todos” e o primeiro-ministro quer que a União Europeia tenha uma “posição coordenada”. António Costa destaca a importância de se evitarem tomadas de decisão “unilaterais” e salientou ainda que as “decisões da EMA” devem ser respeitadas neste contexto.

A Infarmed, a autoridade nacional responsável pelos medicamentos e produtos de saúde, decidiu continuar com a administração desta vacina da AstraZeneca e diz que “atualizará informação quando necessário” e continua a manter a posição que os benefícios continuam a superar os riscos.

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