Iberdrola mais do que duplica investimento e aposta 450 milhões em eólicas no Tâmega

No espaço de 15 meses, as ambições da Iberdrola para a energia eólica no Tâmega mais do que duplicaram: o investimento que no início de 2020 era de 200 milhões passou agora a 450 milhões para 450 MW.

Além das três barragens praticamente construídas e quase a entrar em operação, a Iberdrola quer também apostar em força na energia eólica no Alto Tâmega. O anúncio foi feito há mais de um ano, pelo próprio presidente da Iberdrola, Ignacio Galán, em janeiro de 2020, após a visita à barragem de Daivões e sub-estação de Gouvães, no distrito de Vila Real, inseridas no Sistema Eletroprodutor do Tâmega, que a elétrica espanhola está a fazer nascer em Portugal.

“Estamos a promover outros novos projetos eólicos nesta mesma área [Alto Tâmega] que significarão um investimento de 200 milhões de euros”, disse nessa altura Galán, acompanhado na visita pelo primeiro-ministro António Costa.

No entanto, no espaço de 15 meses as ambições da Iberdrola cresceram e muito. O investimento previsto mais do que duplicou, e é agora de aproximadamente 450 milhões de euros para uma potência estimada a ser instalada é de 450 MW, tal como avançou o Expresso.

Ao ECO/Capital Verde, a Iberdrola confirmou os valores de investimento e potência a instalar e garantiu que “pretende instalar parques eólicos nas áreas que circundam os aproveitamentos do Sistema Eletroprodutor do Tâmega com a solução conhecida como hibridização“. Na região, a empresa está a desenvolver desde 2014 um dos maiores projetos hidroelétricos na Europa, nos últimos 25 anos, que diz respeito a um investimento de 1.500 milhões de euros.

De acordo com o Expresso, a empresa iniciou já o processo de licenciamento ambiental dos parques eólicos Tâmega Norte e Tâmega Sul, que ocuparão terrenos em Boticas, Cabeceiras de Basto, Mondim de Basto, Montalegre, Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real.

No início de 2020, o presidente da Iberdrola dava conta que o investimento previsto nessa altura de 200 milhões de euros em “novos projetos eólicos” na região do Alto Tâmega permitiria fornecer energia limpa aos 800 mil clientes da empresa em Portugal.

Quanto à “cascata” de barragens do Tâmega, “uma vez concluída, esta infraestrutura renovável terá capacidade de armazenamento suficiente para fornecer energia limpa a dois milhões de casas portuguesas durante um dia inteiro, o que contribuirá para os objetivos de redução de emissões fixados pelo governo português”, disse Galán.

No solar, a Iberdrola vai construir nova central fotovoltaica no Algarve com uma capacidade instalada de 83 MW e 14 MW de armazenamento (a antrar em funcionamento até 2024), na sequência da segunda ronda de leilões solares realizada em agosto de 2020. A nova central vai juntar-se os 172 MW de tecnologia fotovoltaica que a empresa ganhou no primeiro leilão realizado em 2019.

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