Cellnex quer 65 torres de telecomunicações detidas pela Oni

  • Lusa e ECO
  • 9 Abril 2021

Depois de ficar com as torres da Altice e da Nos, a Cellnex, através da Omtel, quer ficar com a exploração das torres e infraestruturas de apoio da Onitelecom.

A Autoridade da Concorrência (AdC) foi notificada da aquisição pela Omtel de um direito de exploração comercial do conjunto de 65 torres de telecomunicações detidas pela Onitelecom, segundo um aviso publicado no ‘site’ da entidade.

A AdC recebeu, no dia 1 de abril, “uma notificação de uma operação de concentração de empresas”, que “consiste na aquisição pela Omtel” de um direito de exploração comercial de um conjunto de ativos detidos pela Onitelecom, lê-se no aviso.

Os ativos em causa são “65 torres aptas ao alojamento de equipamentos de telecomunicações, bem como as respetivas infraestruturas de apoio, atualmente operadas pela Oni à luz de um contrato de cedência de utilização entre a Brisa – Concessão Rodoviária, S.A. […] e a Oni […], válido até ao termo da Concessão Brisa (atualmente fixado em 31 de dezembro de 2035)”, refere a AdC no aviso, com data de quinta-feira.

A Omtel é uma sociedade detida pela Cellnex, operador europeu independente de infraestruturas de telecomunicações que suportam equipamentos de ligações sem fios. A AdC diz ainda que as observações sobre esta operação de concentração devem ser-lhe remetidas no prazo de dez dias úteis, contados da publicação do aviso.

Em abril de 2020, a Cellnex anunciou a compra à Nos da totalidade do capital social da Nos Towering, num acordo com um pagamento inicial de 375 milhões, mas cujo valor total pode ascender a 550 milhões de euros em seis anos.

Em 2020, os prejuízos da Cellnex agravaram-se para 133 milhões de euros, contra nove milhões um ano antes, devido a “elevadas amortizações” e custos financeiros associados a aquisições, enquanto as receitas atingiram os 1.608 milhões de euros, um aumento de 55% face a 2019.

Na altura da divulgação dos resultados, em fevereiro, o presidente executivo da Cellnex, Tobias Martinez, afirmou que 2020 foi “um ano excecional na história da Cellnex num momento igualmente excecional da nossa história”.

“Novas operações de crescimento na Áustria, Dinamarca, França, Irlanda, Itália, Holanda, Polónia, Portugal, Suécia e Reino Unido consolidaram e expandiram” a presença europeia da Cellnex, acrescentou, citado em comunicado, referindo que o grupo tinha compromissos de investimentos de 16 mil milhões de euros em 2020 e mais nove mil milhões de euros anunciados já no início deste ano.

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