Dinamarca vai deixar de usar vacina da AstraZeneca

Vários jornais dinamarqueses avançam que a Dinamarca se prepara para anunciar a decisão. Decisão estará relacionada com os raros casos de coágulos sanguíneos observados em algumas pessoas vacinadas.

A Dinamarca vai deixar de administrar a vacina da AstraZeneca aos seus cidadãos, tornando-se no primeiro país do mundo a adotar uma medida deste tipo. A informação foi noticiada por vários jornais dinamarqueses e citada pela Reuters.

Uma conferência de imprensa foi marcada para as 13h00 desta quarta-feira, onde se espera que as autoridades de saúde confirmem a decisão de tirar aquela vacina do respetivo plano nacional de vacinação contra a Covid-19.

O motivo para esta decisão será a preocupação com os casos de tromboembolias observadas em poucas dezenas de pessoas, em dezenas de milhões de inoculações sem registo de problemas. Apesar de extremamente raros, o problema é suficientemente sério para levar a Dinamarca a desistir da vacina da AstraZeneca, o que poderá atrasar em quatro semanas vacinação da população.

A vacina da AstraZeneca, desenvolvida em conjunto com a Universidade de Oxford, é de duas tomas e pode ser armazenada num frigorífico comum.EPA/Sean Gallup

Na semana passada, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) admitiu poder existir uma ligação entre a formação de coágulos e a vacina. Porém, a avaliação de risco levou a autoridade a concluir que o risco de morte pela doença Covid-19 é “muito superior” ao risco de morte por causa da vacina.

Todos os medicamentos têm efeitos secundários e, na sequência do anúncio, as tromboembolias passaram a ser listadas como uma possível reação adversa na bula do medicamento. A EMA deixou ao critério dos Estados-membros a elaboração das suas próprias avaliações de risco. Em Portugal, por exemplo, foi decidido não administrar a vacina da AstraZeneca a pessoas com menos de 60 anos de idade, pois o risco de formação de coágulos aparenta ser superior em pessoas mais novas.

Já esta semana, foi suspensa nos EUA a vacina da Janssen, empresa do grupo Johnson & Johnson, devido a casos muito raros de tromboses do seno venoso cerebral.

Enquanto as autoridades investigam casos de seis mulheres que tiveram este problema depois de receberem a vacina em quase sete milhões de pessoas vacinadas, a farmacêutica decidiu “proativamente atrasar” a distribuição da vacina na Europa. Portugal deveria ter recebido 30 mil doses esta semana, mas estas acabaram por ficar retidas na Bélgica.

Entre 27 de dezembro de 2020 e 11 de abril de 2021, Portugal vacinou quase 1,6 milhões de pessoas com pelo menos uma primeira dose, das quais mais de 632 mil têm a vacinação completa, segundo informação da Direção-Geral da Saúde.

(Notícia atualizada pela última vez às 13h15)

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