Banca deu 1.382 milhões para comprar casa em março, um máximo desde 2008

Foram concedidos 1.382 milhões de euros em março para a aquisição de casa. É o valor mais alto desde janeiro de 2008, de acordo com os dados do Banco de Portugal.

O crédito concedido para a aquisição de nova habitação subiu em março, face ao mês anterior. Os bancos financiaram as famílias portuguesas, no terceiro mês do ano, em 1.382 milhões de euros para a compra de casa. Trata-se do valor mais elevado desde janeiro de 2008, de acordo com os dados do Banco de Portugal.

Face a fevereiro, mês em que os bancos emprestaram 999 milhões aos portugueses para a compra de casa, houve uma subida de 383 milhões de euros no que diz respeito ao montante concedido. De acordo com o histórico do Banco de Portugal, regista-se agora o valor mais alto desde janeiro de 2008, em que este indicador tinha atingido os 1.522 milhões de euros.

Em comparação com março do ano passado, foram concedidos mais 430 milhões de euros em novas operações de empréstimos à habitação. Isto porque, no período homólogo, as instituições financeiras deram 952 milhões de euros aos portugueses para esta finalidade.

Contas feitas, no primeiro trimestre deste ano os portugueses obtiveram das entidades bancárias um total de 3.349 milhões de euros, valor que supera os 2.848 milhões pedidos para aquisição de habitação em período homólogo. Uma diferença na ordem dos 501 milhões de euros, de um ano para o outro.

Olhando para taxa de juro média aplicada aos novos empréstimos à habitação, os mais recentes dados divulgados pelo Banco de Portugal mostram que esta subiu na ordem dos oito pontos base, pondo “fim a uma cadeia de sete meses consecutivos de mínimos históricos”, pode ler-se no comunicado. Esta taxa fixou-se, em março, nos 0,84% para os novos créditos à habitação, equiparando-se assim ao valor registado em novembro passado.

Crédito ao consumo também cresce

No crédito ao consumo registou-se, também, uma tendência crescente em relação aos montantes contratualizados. Os bancos emprestaram, no terceiro mês do ano, 390 milhões de euros, valor que fica acima dos registados no mês anterior (284 milhões), mas abaixo do verificado em março de 2020 (421 milhões). Considerando a globalidade do primeiro trimestre deste ano, os portugueses receberam menos dinheiro dos bancos em comparação com período homólogo (955 milhões versus 1.349 milhões de euros, respetivamente).

No caso do crédito destinado a outras finalidades, os montantes são mais reduzidos. Foram disponibilizados aos portugueses 227 milhões de euros, mais 37 milhões em comparação com os 190 milhões de euros que obtiveram em fevereiro deste ano. Porém, este é um valor que fica abaixo do verificado em março do ano passado (240 milhões de euros). Nos primeiros três meses do ano, os portugueses tiveram direito a 554 milhões de euros para aplicar noutras finalidades, ainda que este seja um valor que fica aquém do registado no mesmo período do ano passado (698 milhões).

E se no caso do crédito ao consumo a taxa de juro fixada para novas operações subiu, aconteceu precisamente o oposto com o crédito para outros fins. “No crédito ao consumo e para outros fins, as taxas de juro médias foram de 6,45% (6,43% em fevereiro) e de 2,99% (3,20% em fevereiro), respetivamente”, avança o Banco de Portugal.

Tendo em consideração estas três finalidades (habitação, consumo e outros fins), os bancos emprestaram aos portugueses, em março, um total de 1.999 milhões de euros — valores que ficam bem acima dos que caracterizam o mês anterior (1.473 milhões) e o mês homólogo (1.613 milhões). Somando todas as finalidades, os bancos concederam 4.858 milhões aos portugueses no primeiro trimestre de 2021, um decréscimo na ordem dos 37 milhões de euros face aos primeiros três meses de 2020 (4.895 milhões de euros).

(Notícia atualizada às 11h50 com mais informação)

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