Bancos da Europa e Estados Unidos com posturas diferentes quanto ao regresso ao trabalho presencial

  • ECO
  • 10 Maio 2021

Nos EUA já haverá regresso ao escritório no próximo mês, mas na Europa há mais adeptos do trabalho flexível. Bancos têm também diferentes abordagens quanto aos bónus monetários e contratações.

As abordagens que estão a ser tomadas pelo setor bancário nos Estados Unidos e na Europa quanto a um regresso ao trabalho presencial mostram-se bastante divergentes. Do lado dos americanos quer-se o regresso à normalidade, na Europa a cautela é maior, noticia o Financial Times (acesso pago). Há também diferentes abordagens no setor quanto a bónus monetários e contratação.

As financeiras JPMorgan Chase e Goldman Sachs convocaram todo o pessoal para retomarem a sua atividade normal nos seus escritórios norte-americanos já a partir do próximo mês. Mais, o diretor executivo da JPMorgan, Jamie Dimon, cancelou as reuniões por Zoom na semana passada pois estava “farto” e antecipa que, em setembro ou outubro, seja exatamente como era antes da pandemia de Covid-19.

O mesmo não se verifica em território europeu, com o londrino HSBC e o francês Société Générale a optarem por regressar ao escritório com mais cautela e detendo uma atitude mais descontraída em relação aos modelos de trabalho flexível.

O diretor executivo do banco francês, Frédéric Oudéa, quer que os seus trabalhadores passem apenas 22 horas no escritório e não considera que vá perder negócios por isso. Além do mais, foi ainda feito um acordo com os sindicatos para os colaboradores trabalharem a partir de casa três dias por semana.

Mesmo dentro da mesma empresa as abordagens são diferentes: no escritório do Credit Suisse de Londres não se espera um retorno total até setembro, ao contrário do escritório de Nova Iorque, onde o retorno chegará já em julho.

Bónus e contratações também divergem

Os bancos estão a aumentar os salários dos funcionários mais novos para aliviar o descontentamento numa altura em que os negócios voltaram a aumentar e os funcionários podem ficar sobrecarregados. No UBS Group AG o bónus é de 40 mil dólares (32,8 mil euros) para os jovens analistas que forem promovidos a associados, noticia a Bloomberg.

A proposta do grupo é o dobro do montante que o Credit Suisse ou a Wells Fargo aceitaram dar aos seus banqueiros jovens. Outros financiadores, como HSBC, também pensam em aumentar a renumeração, enquanto que a Houlihan Lokey até ofereceu a alguns trabalhadores férias com todas as despesas pagas.

Porém, o aumento de bónus na UBS vem com um senão: o grupo vai cortar postos de trabalho em diferentes regiões e divisões empresariais, ainda sem números oficiais de quantas pessoas vão sair. Por outro lado, há bancos a reforçar o seu pessoal: JPMorgan quer mais 200 funcionários, e a Goldman Sachs e a Jefferies Financial também querem aumentar o número de trabalhadores.

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