Portugal acima da UE com 13,9% das pessoas em teletrabalho em ano de pandemia

Quase 14% dos trabalhadores portugueses exerceram a sua profissão regularmente a partir de casa, em 2020, por força da pandemia de coronavírus.

As medidas restritivas adotadas de modo a conter a pandemia de coronavírus têm levado milhões de trabalhadores europeus a exercerem as suas funções profissionais a partir de casa. De acordo com os dados divulgados, esta segunda-feira, pelo Eurostat, em 2020, 12,3% dos empregados nos países do bloco comunitário trabalharam remotamente com regularidade, mais do dobro do que em 2019. Portugal ficou acima dessa média.

Segundo o gabinete de estatísticas da União Europeia, na última década, a “fatia” de trabalhadores europeus que trabalhavam regularmente a partir de casa manteve-se em torno dos 5%. O ano de 2020 provocou, contudo, um boom dessa forma de exercício das funções profissionais. Assim, num ano marcado pela pandemia e pelas medidas restritivas adotadas para a conter, 12,3% das pessoas com 15 a 64 anos de idade empregadas nos países do bloco comunitário trabalharam com regularidade a partir de casa.

O Eurostat detalha que, antes da crise sanitária, o trabalho a partir de casa era mais popular entre os trabalhadores independentes (19,4%) do que entre os trabalhadores por conta de outrem (3,2%), mas a pandemia fez diminuir o fosso entre esses dois grupos. Em 2020, 10,8% dos trabalhadores dependentes e 22% dos trabalhadores independentes trabalharam remotamente, uma diferença de 11,2 pontos percentuais. Em 2019, essa diferença era de 16,2 pontos percentuais.

Por outro lado, em 2020, o trabalho a partir de casa foi mais frequente entre as mulheres (13,2%) do que os homens (11,5%); E foi mais popular entre os trabalhadores com 25 a 49 anos (13%) do que entre os mais jovens (6,3%) ou aqueles com idades superiores (12,4%).

Entre os países da União Europeia, a Finlândia, o Luxemburgo e a Irlanda destacaram-se como aqueles onde uma maior fatia de pessoas empregadas experimentaram com regularidade o trabalho a partir de casa, em 2020: 25,1%, 23,1% e 21,5%, respetivamente. No lado oposto da tabela, esteve a Bulgária (1,2%), mas também a Roménia (2,5%) e a Croácia (3,1%).

Portugal aparece a meio da tabela, segundo o Eurostat; Isto é, esteve 1,6 pontos percentuais acima da média comunitária, com 13,9% dos trabalhadores a trabalharem a partir de casa. Em comparação, em 2019, 6,5% dos portugueses empregados tinham acesso a essa modalidade de trabalho.

De notar que a adoção obrigatória do teletrabalho foi uma das principais medidas adotadas pelo Executivo de António Costa para conter a propagação vírus pandémico. Atualmente, apesar de Portugal não estar em estado de emergência, essa modalidade continua a ser obrigatória em todo o país, mesmo que não haja acordo escrito entre trabalhadores e empregadores. Os empregadores e sindicatos acreditam que mesmo após a pandemia o teletrabalho continuará a ser mais generalizado do que até aqui, mas antecipam que os modelos híbridos (que combinam trabalho remoto e trabalho presencial) serão os mais populares.

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