Bitcoin afunda 18%. Já vale menos de 35 mil dólares

Elon Musk e a China estão a agitar o mercado das criptomoedas. A bitcoin está a afundar, negociando já abaixo da fasquia dos 35 mil dólares.

A criptomoeda mais popular do mundo está em queda acentuada. Anulou todos os ganhos obtidos desde fevereiro, altura em que Elon Musk anunciou que a Tesla iria aceitar pagamentos em bitcoin, apresentando uma desvalorização de mais de 45% face ao recorde para cotar abaixo dos 35 mil dólares. Elon Musk voltou a agitar os mercados, mas a China também tem a sua parte da culpa nesta queda.

A bitcoin já soma uma queda de mais de 45% desde o máximo histórico de quase 65 mil dólares alcançado em abril, seguindo a cotar na casa dos 34,5 mil dólares. Está a negociar nos 34.241,51 dólares, cotação abaixo da que estava antes de a Tesla anunciar que as pessoas iriam poder compras os seus automóveis e pagar com esta moeda.

Um dos motivos para esta desvalorização é Elon Musk. O fundador da Tesla escreveu na semana passada no Twitter que a empresa não iria aceitar mais pagamentos em bitcoin, justificando esta decisão com preocupações ambientais. “Bitcoin. Estamos preocupados com o rápido aumento do uso de combustíveis fósseis na mineração e transações com bitcoin, especialmente carvão, que causa as piores emissões”, escreveu.

“As criptomoedas são uma boa ideia a muitos níveis e acreditamos que têm um futuro promissor, mas isso não pode trazer um grande custo para o ambiente”, acrescentou, anunciando, assim, que a Tesla não iria aceitar mais aceitar pagamentos com esta moeda. Musk disse ainda que a empresa estava a analisar outras criptomoedas que usam menos de 1% de energia que a bitcoin.

Depois desse anúncio, a moeda virtual mais famosa do mundo caiu mais de 15% e, desde então, a tendência acentuou-se. O sentimento alastrou-se a outras moedas virtuais, como o Ether, que segue a desvalorizar cerca de 26% para 2.495,46 dólares.

Contudo, depois deste tweet, Elon Musk voltou ao Twitter e acabou por criar confusão entre os investidores. “Para esclarecer, eu acredito seriamente nas criptomoedas, mas não posso aceitar um aumento massivo do uso de combustíveis fósseis, especialmente carvão”, escreveu no dia seguinte, a 13 de maio. “Trabalhar com sistemas Doge para melhorar a eficiência das transações do sistema. Potencialmente promissor”, acrescentou.

Esta terça-feira, a castigar ainda mais a bitcoin, mas também a Ether, está o facto de o Banco Popular da China ter proibido as instituições financeiras e empresas de pagamentos do país de oferecerem serviços relacionados com transações de criptomoedas. Com esta nova regra, Pequim proíbe, assim, os cidadãos de possuírem criptomoedas.

“Recentemente, os preços das criptomoedas dispararam e o comércio especulativo voltou, prejudicando seriamente a segurança da propriedade das pessoas e perturbando a ordem económica e financeira”, referiu o Governo chinês, em comunicado.

(Notícia atualizada às 15h06 com novas cotações)

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