Groundforce tenta recontratar ex-CEO Guilhermino Rodrigues após afastar Paulo Leite

Ideia do empresário Alfredo Casimiro era que o ex-gestor (agora na reforma) voltasse à empresa de handling para ocupar o lugar que ficou vago com a saída do próprio sucessor.

O acionista privado da Groundforce, Alfredo Casimiro, queria colocar o antigo CEO Guilhermino Rodrigues novamente na liderança da empresa de handling, mas este recusou sair da reforma, segundo apurou o ECO. As funções estão a ser desempenhadas de forma provisória pelo próprio empresário, após ter afastado Paulo Leite.

Ex-secretário de Estado dos Transportes (nos dois governos socialistas de António Guterres, entre 1996 e 2001), antigo membro da comissão instaladora da Autoridade Metropolitana de Transportes e ex-presidente da ANA – Aeroportos de Portugal, chegou à Groundforce a 1 de março de 2013. Desempenhou funções de CEO até julho de 2017, quando foi substituído por Paulo Leite.

Agora, a ideia de Casimiro era que este voltasse para ocupar o lugar que ficou vago com a saída do próprio sucessor. No início de abril, o conselho de administração da Groundforce anunciou o despedimento de Paulo Leite de CEO, apontando quebras de confiança e violações dos deveres de lealdade.

O gestor rejeitou as acusações e manteve-se como administrador não executivo até os acionistas terem dado, a 10 de maio, o passo que faltava para o afastar completamente. Apesar de a TAP (que detém 49,9% do capital) não ter votado a favor da destituição do gestor, o voto a favor de Casimiro (que é dono dos restantes 50,1%) chegou para ser aprovado o afastamento.

O empresário admite mesmo avançar com uma acusação criminal por gestão danosa. A conduta do gestor na negociação do empréstimo bancário pedido pela empresa de handling com aval do Estado está a ser alvo de auditoria interna.

“A atitude do Eng. Paulo Leite, nomeadamente a sua conduta no processo do empréstimo e nos eventos que se lhe seguiram, estão a ser objeto de uma rigorosa auditoria legal e o conselho de administração da Pasogal não afasta a hipótese de o vir a responsabilizar criminalmente por gestão danosa, designadamente pela utilização e divulgação a terceiros de informação sigilosa da empresa e dos seus acionistas, obtida no âmbito das suas funções de administrador”, anunciou na altura.

Questionado pelo ECO sobre a proposta de contratação de Guilhermino Rodrigues, a Pasogal recusou comentar. Por enquanto, as funções de CEO estão a ser assumidas pelo empresário, que só deverá procurar um substituto quando a situação financeira da empresa estabilizar.

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