Pedido de insolvência “vai dificultar” venda da Groundforce, diz Casimiro

Dono da Pasogal escreveu ao Ministro Pedro Nuno Santos sobre os impactos imediatos do pedido de insolvência apresentado pela TAP. Alega que a atividade da empresa e a retoma do turismo estão em risco.

A venda da Groundforce, tal como os salários e a atividade estão em risco devido ao pedido de insolvência apresentado pela TAP, diz o maior acionista, Alfredo Casimiro. O dono da Pasogal escreveu ao ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, na sexta-feira passada, “procurando sensibilizá-lo para o facto” de a decisão “contribuir em muito para o agravamento da situação da empresa” de handling.

“Um processo de insolvência não deixa tudo na mesma. Pelo contrário, deixa a Groundforce em total estrangulamento”, refere Casimiro, num comunicado divulgado esta terça-feira. Na enumeração dos vários constrangimentos causado, aponta que “vai dificultar a operação de venda que se encontra em curso com diversos players internacionais do setor“.

O empresário confirmou, a 8 de maio, que está disponível para vender a participação de 50,1% que detém na Groundforce, tendo contratado o banco Nomura para assessorar um eventual negócio. Após o fim das negociações com os espanhóis da Atitlan, dizia ter dado “instruções” para que “seja dada especial atenção à Aviapartner”, empresa belga que já tinha tentado comprar a Groundforce há uma década.

Além do negócio da alienação do capital, Casimiro defende que o pedido de insolvência pode comprometer o pagamento dos salários de maio aos trabalhadores, que “bloqueou o acesso ao financiamento de curto prazo junto da banca”, que “prejudica” também a TAP e que poderá impedir a recuperação do turismo.

No preciso momento de retoma da atividade, pode conduzir à rutura operacional da empresa, ao afetar drasticamente a relação com os seus clientes, mas, sobretudo, com os seus fornecedores, que, perante essa decisão, ponderam suspender os fornecimentos, caso não haja pagamentos antecipados ou a pronto”, alega.

O acionista considera que qualquer solução de insolvência levará a que seja criada uma Groundforce II, que irá optar por trabalhadores mais novos e mais qualificados, em detrimento dos trabalhadores com mais idade, mais problemas de saúde associados, mais anos de casa e com menos qualificações.

“A verdade é que, com este estrangulamento, todos perdem. Perdem os trabalhadores, perde a TAP, perdem as outras 62 companhias aéreas nossas clientes, perde a economia nacional, perdem os portugueses e perde o país. Não desistimos. Por isso, tudo faremos para inverter e resolver esta situação. Assumimos as nossas responsabilidades. Esperamos que todos assumam as suas”, acrescenta.

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