TAP desmente Groundforce e diz que ainda há dívida de 5,5 milhões

Adiantamentos por serviços a prestar superaram os 12 milhões de euros. Empresa de handling diz que saldo fica a zeros no fim do mês, mas a companhia aérea aponta para julho.

Os adiantamentos da TAP à Groundforce acabaram quando as duas empresas entraram em conflito, deixando uma conta-corrente aberta. Segundo a empresa de handling, o saldo ficará a zeros no fim deste mês, mas a companhia aérea desmente e garante que a regularização só vai acontecer em julho.

Os adiantamentos da TAP à Groundforce ficam saldados a 31 de maio de 2021, passando os serviços de handling a serem pagos normalmente daí em diante“, anunciaram um conjunto de sindicatos ligados à empresa, após um encontro com a gestão sobre a situação da Groundforce.

O acionista maioritário, a Pasogal de Alfredo Casimiro, não respondeu às questões do ECO sobre o valor, enquanto a companhia aérea contrariou a informação prestada aos trabalhadores. Neste momento, o valor em dívida ascende a 5,5 milhões de euros, dos quais 3,9 milhões vencem na próxima segunda-feira, de acordo com a TAP.

“O ritmo do acerto de contas entre as empresas pressupõe que a dívida relativa aos adiantamentos já feitos pela TAP à Groundforce não ficará totalmente saldada antes do final do mês de julho”, explica fonte oficial da companhia aérea. “No final de maio, o valor previsto a abater à dívida existente é de cerca de 1,6 milhões de euros.

Quando a pandemia deixou os aviões em terra, a atividade de handling também foi fortemente penalizada e a Groundforce entrou em dificuldades financeiras. Para fazer face à falta de liquidez, negociou com a TAP (que é cliente e fornecedora, além de acionista) o adiantamento de faturas de serviços a prestar.

“A TAP tem vindo a apoiar a situação de tesouraria da Groundforce com diversas iniciativas, nomeadamente através de adiantamentos que chegaram a atingir montantes superiores a 12 milhões de euros, e que atualmente ascendem a cerca de 5,5 milhões de euros”, refere a TAP. Foi, aliás, quando a companhia recusou mais adiantamentos sem garantias que começou o conflito entre as duas partes.

“A este esforço, acresce a aquisição dos equipamentos (seguido do aluguer dos mesmos), que permitiu à Groundforce receber mais 6,97 milhões de euros”, acrescenta a empresa sobre o contrato de venda de todos os ativos, ao qual se seguiu um outro de aluguer desses mesmos equipamentos. Casimirio decidiu unilateralmente decretar esses contratos como nulos e falhou o primeiro pagamento da mensalidade de 461.762 euros (mais IVA) que estava previsto para 30 de abril.

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