Já inventou “desculpas” para não comparecer em videochamadas? 12% dos portugueses já

Mais de um terço dos colaboradores já se atrasaram para reuniões devido às atualizações de software e 12% inventou ter computador a fazer atualizações para não ir a reuniões virtuais, diz Kaspersky.

Perante a “febre” das videochamadas, alguns portugueses admitem já ter inventado “desculpas” para não comparecer em determinada call. Pelo menos 12% dos colaboradores portugueses já fingiram ter os seus dispositivos a instalar atualizações de software para evitar participar em videochamadas, de acordo com um recente estudo da Kaspersky.

Mas esta “desculpa” pode, no entanto, ser plausível, visto que que os updates de software atrapalham, algumas vezes, os dias de trabalho e 38% dos colaboradores inquiridos em Portugal confirmam que já se atrasaram para reuniões devido a atualizações”, lê-se em comunicado.

Além de falharem compromissos horários, 30% dos colaboradores portugueses também já perderam dados ou partes do seu trabalho que não estavam guardadas, quando o computador ou portátil foi reiniciado após a instalação de atualizações.

Alguns colaboradores (31%) veem este tempo de inatividade do dispositivo como uma oportunidade para “relaxar”, aproveitando ver televisão ou ler um livro. Além disso, quase 20% dos inquiridos em Portugal admitem mesmo que instalaram propositadamente atualizações para gastar tempo de trabalho.

 

Maioria quer atualizações fora do horário laboral

A maioria dos colaboradores, no entanto, não gosta quando o seu trabalho é interrompido: 70% dos portugueses afirmam desejar que as atualizações aconteçam fora do horário de trabalho, de forma a manterem a sua produtividade.

Apesar de as atualizações serem, normalmente, realizadas durante o horário de trabalho em modo silencioso, não afetando o fluxo de trabalho, para que a atualização se torne efetiva, é necessário reiniciar o sistema. Contudo, se existirem assuntos ou temas que não podem ser adiados, o utilizador tem a possibilidade de agendar o reinício do dispositivo.

“Porém, existem pessoas que não veem as notificações ou que não querem realizar as atualizações necessárias. Desta forma, existe o risco de a reinicialização ocorrer no momento menos desejado”, alerta a empresa global de cibersegurança e privacidade digital.

O facto de alguns trabalhadores arranjarem “desculpas” para não participar em videochamadas pode estar relacionado com as calls excessivas que algumas empresas começaram a fazer, para compensar a ausência de presença física.

Ainda longe da pandemia, já em agosto de 2019, o estudo “When change is the new normal”, desenvolvido pelo especialista em comportamento organizacional Michael Parke, em parceria com a London Business School, dava conta de que mais de metade da jornada de trabalho dos portugueses (54%) era perdida em “atividades desnecessárias”, como reuniões, chamadas telefónicas, emails e “outras distrações”.

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