Portugueses poupam 161 euros por mês em teletrabalho

A diminuição dos custos relacionados com as deslocações para o escritório é a principal razão apontada pelos profissionais para justificar a poupança conseguida.

Ainda que algumas empresas tenham decidido, durante o período de teletrabalho obrigatório, pagar a totalidade ou parte da fatura da luz ou da internet dos seus colaboradores, ajudando nas despesas, os portugueses estão a poupar por trabalharem a partir de casa.

Em teletrabalho os trabalhadores conseguem poupar, em média, 161 euros por mês. “A poupança conseguida acaba por revelar-se muito significativa, tendo em conta que o ordenado mínimo em Portugal ronda os 665 euros”, informa a Fixando em comunicado.

A diminuição dos custos relacionados com as deslocações para o escritório é a principal razão apontada pelos profissionais para justificar a poupança, bem como “uma redução geral de custos”, revela o estudo.

Apesar de 60% dos inquiridos já não estar em regime de teletrabalho, 40% considera este modelo de trabalho vantajoso, não só por motivos financeiros, mas também porque permite uma maior flexibilidade e um maior equilíbrio entre a vida profissional e a familiar.

O teletrabalho deixou de ser obrigatório a partir desta segunda-feira, exceto em Lisboa, Braga, Odemira e Vale de Cambra, concelhos que apresentam taxas de incidência de Covid-19 superiores aos limites definidos pelo Governo. As pessoas que trabalhem num destes quatro concelhos terão de continuar a trabalhar a partir de casa, já que a regra se aplica ao concelho onde a empresa está localizada.

Esta decisão foi tomada no último Conselho de Ministro, a 9 de junho, onde o Governo determinou, tendo em conta a evolução da situação pandémica, aliviar a medida decretada no início deste ano, durante o segundo confinamento geral, de impor o regime do teletrabalho obrigatório na generalidade do continente, sem necessidade do acordo do trabalhador, sempre que as funções fossem compatíveis.

 

 

Agora o teletrabalho deixa de ser obrigatório na generalidade do país, passando a ser recomendado. Entre os profissionais que não podem trabalhar remotamente, a principal preocupação é, agora, a vacinação. De acordo com o mesmo estudo da Fixando, cerca de 75% dos inquiridos gostavam de ser vacinados de imediato, 19% admite estar ainda indeciso quanto à vacinação e 6% diz não querer ser vacinado, pelo menos para já.

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