AHRESP diz que é “urgente” prorrogar moratórias até março de 2022

A associação que representa a restauração e a hotelaria defende uma extensão das moratórias até 31 de março de 2022, para "garantir a sustentabilidade dos negócios e a manutenção" dos empregos.

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) defende que as moratórias bancárias devem ser estendidas até 31 de março de 2022. Este mecanismo termina em setembro, mas a associação alerta para a sustentabilidade dos negócios e para os postos de trabalho que ficarão em perigo se não houver uma extensão do prazo.

“Face à incerteza da evolução da pandemia, em conjunto com as atuais restrições de circulação internacional dos principais mercados emissores de turistas internacionais, nomeadamente do mercado britânico, a época de verão não irá permitir o reforço de tesouraria que as nossas empresas tanto necessitam“, começa por referir a AHRESP, no boletim diário enviado esta sexta-feira.

Nesse sentido, a associação diz ser fundamental a continuidade das moratórias bancárias. Criadas há um ano para fazer face ao impacto criado pela pandemia, as moratórias terminam em setembro, embora os deputados tenham aprovado uma extensão do prazo até ao final do ano, apenas para os particulares e empresas dos setores mais afetados. Mas falta ainda a votação na generalidade.

“Se as moratórias bancárias forem efetivamente extintas a 30 de setembro, as empresas não terão quaisquer condições de cumprir com as responsabilidades bancárias do período pré-pandemia, às quais se juntam todos os endividamentos contratualizados desde março 2020 para sobreviver a esta crise sem precedentes”, nota a AHRESP, sublinhando a necessidade de uma extensão do prazo até 31 de março de 2022.

Além deste ponto, a associação afirma que “os planos de amortização revelam-se essenciais”, uma vez que depois de terminarem as moratórias, “as empresas não terão capacidade para retomar o cumprimento das suas obrigações”. Assim, defende que “os prazos de amortização devem ser prorrogados, no mínimo por mais mais anos, reduzindo significativamente os encargos das empresas”.

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