Eugénio Rosa acusa administração da mutualista Montepio de incapacidade para “recuperar” o banco

O economista Eugénio Rosa defende que a gestão da Associação Mutualista Montepio Geral "não acautelou devidamente os interesses dos associados".

Eugénio Rosa lança críticas à atual administração da Associação Mutualista, que diz ser de “continuidade da anterior”, que “já demonstrou incapacidade total para recuperar quer a Associação Mutualista quer o Banco Montepio”. O economista alerta ainda que, se os prejuízos se mantiverem, “põem em risco a própria continuidade do Montepio”.

A Associação Mutualista Montepio Geral, que “é a maior associação mutualista do país”, enfrenta atualmente “graves dificuldades”, sublinha Eugénio Rosa, “como consequência de uma gestão que não acautelou devidamente os interesses dos associados”, escreve, num texto publicado na sua página.

O economista defende que a atual administração da mutualista “é ainda uma administração de Tomás Correia, embora sem Tomás Correia”, sendo assim “de continuidade da anterior, que já demonstrou incapacidade total para recuperar quer a Associação Mutualista quer o Banco Montepio pois os prejuízos continuam acumular-se todos os anos que, a manterem-se, põem em risco a própria continuidade do Montepio como já chamou atenção o auditor, pertencente à conceituada empresa PwC, pondo reservas às contas da Associação Mutualista em 2019 e 2020″.

A Associação Mutualista Montepio Geral registou um resultado líquido negativo de quase 17,9 milhões de euros no ano passado, sendo que a PwC deixou uma ênfase nas contas de 2020 por continuar a considerar que os 1.500 milhões de avaliação atribuída ao banco é excessiva. Manteve-se a ainda reserva por causa dos ativos por impostos diferidos de 867 milhões de euros que o auditor diz estarem sobreavaliados no balanço da instituição.

As críticas de Eugénio Rosa são feitas tendo em vista as eleições que se realizam no fim deste ano. O economista, que faz parte de uma lista, sublinha que a “lista de continuidade de Tomás Correia, agora presidida por Virgílio Lima, certamente se candidatará de novo”.

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