Coelima vendida à Mabera por 3,7 milhões de euros

A Coelima vai ser vendida à têxtil Mabera, de Vila Nova de Famalicão, por 3,7 milhões de euros. A empresa compromete-se a "não deixar morrer o que a empresa representa para a região e país".

É oficial. Os credores da Coelima decidiram que a têxtil vai ser vendida à Mabera de Vila Nova de Famalicão por 3,7 milhões de euros. A Mabera compromete-se “a manter a atividade da Coelima, os postos de trabalho e recuperar a confiança dos fornecedores e clientes”.

A venda da Coelima foi aprovada esta sexta-feira na Assembleia de Credores que está a decorrer no Tribunal de Guimarães, avançou o Jornal de Notícias. A Mabera angariou a maioria dos votos (89,01%) dos credores. Dos 500 credores daquela que foi uma das maiores têxteis do concelho abstiveram-se 9,7%, entre os quais a Segurança Social e 216 trabalhadores. Apenas 1,6% dos credores votaram contra aquela venda.

Nesta corrida estavam três concorrentes. De acordo com as propostas reformuladas abertas na passada segunda-feira pelo administrador de insolvência, Pedro Pidwell, a oferta de valor mais elevado era a da Mabera, seguido da proposta do consórcio Mundo Têxtil/Felpinter (que oferecia 2,615 milhões de euros) e a da RTL/José Fontão & Cia, no valor de 1,75 milhões de euros.

O anúncio de insolvência da Coelima, especializada no fabrico de têxteis-lar, foi publicado em 22 de abril após quebras de 60% nas vendas devido à pandemia, com a empresa a apresentar um passivo de perto de 30 milhões de euros e cerca de 250 credores no final de 2020.

O património da Coelima é, no essencial, composto por bens imobiliários, diversos equipamentos e participações sociais no capital social de outras empresas do Grupo Moretextile e bens incorpóreos, como marcas e logótipos.

Constituída em 1922, a Coelima é uma das maiores produtoras de roupa de cama e integra o grupo MoreTextile, que em 2011 resultou da fusão com a JMA e a António Almeida & Filhos e cujo acionista principal é o Fundo de Recuperação gerido pela ECS Capital.

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