Quase metade das mulheres que participaram no ‘Promova’ foram promovidas. 20% ascendeu a cargos de liderança

O balanço da primeira edição do projeto "Promova" foi positivo. 45% das participantes foram promovidas e 20% alcançou cargos de liderança nos conselhos de administração das empresas.

Quase metade (45%) das mulheres que participaram no projeto Promova foram promovidas no último ano e 20% ascenderam mesmo a cargos de liderança nos conselhos de administração das empresas. Esta foi a primeira edição da iniciativa da CIP – Confederação Empresarial de Portugal – com financiamento dos EEAGrants – tinha como objetivo fomentar a promoção de talentos femininos com potencial de liderança a funções de gestão de topo nas empresas. Segunda edição do Promova arranca já esta semana.

“A sociedade, e as empresas em particular, não podem desperdiçar 50% do talento disponível. É já reconhecido por todos que a diversidade das equipas de gestão, a par do conhecimento e das competências, são os principais fatores de competitividade das empresas e, logo, da economia”, afirma António Saraiva, presidente da CIP, citado em comunicado.

A iniciativa, financiada pelos EEAGrants através do Programa Conciliação e Igualdade de Género, gerido pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), procurou reunir no mesmo plano curricular diferentes valências. Em parceria com a Nova SBE, foi desenvolvido um programa de um ano, que incluiu módulos de formação executiva, sessões de coaching e sessões de mentoria cruzada. Ao todo, foram 96 horas de formação e um vasto leque de eventos de networking, entre as participantes e líderes de topo.

As candidaturas para a segunda edição do Promova encerraram a 1 de fevereiro.Unsplash

“Acreditamos que o projeto Promova representa uma iniciativa ímpar que tem vindo a alcançar resultados passíveis de diminuir o diferencial de género em cargos de gestão de topo em Portugal e que o seu exemplo será mimetizado por outras entidades, contribuindo assim para a integração de uma perspetiva diferenciada na tomada de decisões estratégicas nas empresas portuguesas, com impacto na sociedade em geral e no acesso das mulheres a lugares de liderança, em particular”, considera Susana Ramos, coordenadora da Unidade Nacional de Gestão do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu.

Já Susana Ribeiro, presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), agradeceu à Noruega “o investimento que tem feito no nosso país para ajudar à aplicação prática de medidas públicas para promoção da igualdade e não discriminação”. E endereçou igualmente o agradecimento à CIP, “por ter ousado fazer acontecer este projeto e, em particular ao seu presidente, por ter assumido o compromisso com a igualdade de género e com a promoção das mulheres a cargos de direção”.

“Ter um parceiro Social, neste caso patronal, a promover e a desenvolver um projeto de promoção da igualdade de género no acesso a cargos de direção é fundamental para a sustentabilidade do próprio projeto, pois acontece no seio das empresas, em interação com as entidades empregadoras”, acrescentou a presidente da CIG.

As candidaturas ao projeto Promova são realizadas de forma conjunta, por empresas e candidatas. Nesta edição, que termina agora, participaram a Deloitte, Banco de Portugal, Fidelidade, ANA – Aeroportos de Portugal, Sanofi, Faurecia, EDP, Apifarma, Iberfar, Medtronic, Galp, Millennium BCP, Sonae, ISQ, Ikea, ANF, Teleperformance, Cuatrecasas, MSD e Microsoft, num total de 32 participantes.

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