Floresta da Amazónia emite agora mais CO2 do que absorve

Instituto brasileiro concluiu que Amazónia emite agora 1.000 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano, sobretudo por causa dos incêndios, agravando a emergência climática.

A floresta da Amazónia emite agora mais dióxido de carbono do que aquele que absorve, agravando assim o problema das alterações climáticas, concluiu um estudo liderado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais brasileiro.

Os incêndios provocados para libertar terreno para a produção de gado e de soja explicam o fenómeno em larga medida, mas não são o único problema. As temperaturas elevadas e a seca transformaram a Amazónia, efetivamente, num emissor de carbono para a atmosfera.

A maior floresta do mundo emite agora cerca de 1.000 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, calcularam os cientistas brasileiros. O dióxido de carbono é um dos gases que provoca efeito de estufa e contribui para o aquecimento global.

A conclusão, que está a ter repercussão na imprensa internacional, representa um fator alarmante considerando que, desde 1960, a Amazónia contribuiu de forma determinante para a absorção de um quarto das emissões de gases resultantes da queima de combustíveis fósseis, protagonizada pelas árvores e plantas.

De acordo com o The Guardian, o estudo baseou-se em dados recolhidos ao longo da última década por pequenos aviões que foram sobrevoando a floresta, medindo os níveis de dióxido de carbono até uma altitude de 4.500 metros.

Não é a primeira vez que a ciência alerta para o facto de a Amazónia se estar a transformar num emissor de carbono devido à ação humana. Mas os estudos anteriores baseiam-se em dados recolhidos por satélite e podem sofrer imprecisões por causa das nuvens, explica o jornal britânico.

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