Nova administração da Caixa já está em avaliação no BCE

Administração da Caixa Geral de Depósitos está fechada e o processo já deu entrada no Banco Central Europeu para avaliação da idoneidade dos gestores.

A administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) está finalmente fechada e o dossiê já se encontra em análise no Banco Central Europeu (BCE) para efeitos do chamado processo fit & proper, confirmou fonte oficial do banco público ao ECO.

“A proposta está submetida ao BCE e está a seguir os seus trâmites”, declarou o CEO Paulo Macedo durante a conferência de apresentação dos resultados semestrais. A Caixa registou uma subida de 18% do lucro para 294 milhões de euros no primeiro semestre.

Já se conhecem alguns dos nomes da nova equipa para o mandato até 2021-2014, que continuará a ser liderada por Paulo Macedo, sendo que António Farinha de Morais ocupará o cargo de chairman, substituindo Rui Vilar. Entre as novidades na equipa executiva da Caixa estão Manuela Ferreira (quadro da Caixa) e Madalena Talone (que vem do BPI, tal como Farinha de Morais).

O processo de eleição dos novos órgãos tem registado atrasos. Habitualmente, são eleitos na assembleia geral de maio. Cabe ao acionista Estado (através da tutela do Ministério das Finanças) propor os nomes, que depois terão de ser aprovados pelos reguladores para o registo de funções. Neste momento, só a EY foi designada para a auditoria externa e revisor oficial de contas, com o mandato renovado.

O novo mandato trará uma mudança no modelo de governação que passará pela redução do conselho de administração da CGD para 17 elementos, em vez dos atuais 20, e também pela extinção do conselho fiscal, o qual dará lugar ao conselho de auditoria. E trará ainda um novo plano estratégico depois de concluída a reestruturação dos últimos anos por conta do processo de recapitalização.

Na conferência de imprensa, Paulo Macedo rejeitou que os atrasos na nomeação da nova equipa tenha implicações na implementação da estratégia da Caixa para os próximos anos. “O plano estratégico tem um conjunto grande de opções, algumas mais disruptivas, e para essas terá de haver um novo conselho, terá de se falar com o acionista, mas há outras opções que não dependem do novo conselho, como a melhoria da eficiência”, explicou.

Mas “neste momento não sentimos que a Caixa seja penalizada por não ter uma aprovação formal do plano”, declarou aos jornalistas.

(Notícia atualizada às 18h07)

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