Jovens de 16 e 17 anos têm de se vacinar em agosto porque não está prevista outra “janela de oportunidade”, diz Gouveia e Melo

Gouveia e Melo apela a que os jovens entre os 16 e os 17 anos agendem a marcação da vacina para o fim de semana de 14 e 15 de agosto, dado que antecipa que não haja outra "janela de oportunidade".

O auto-agendamento dos jovens entre os 16 e os 17 anos termina esta sexta-feira, sendo que a vacinação destes utentes vai ocorrer no fim de semana de 14 e 15 de agosto. O coordenador da task force reconhece que esta data pode ser “inconveniente” para quem está de férias, mas apela a que seja feito um esforço, dado que não se está “a pensar noutra janela de oportunidade”.

Questionado sobre os jovens entre os 16 e os 17 anos que podem não ser vacinados nesse fim de semana, Henrique Gouveia e Melo lamenta que o processo decorra “no período de férias” e admite que possa ser “inconveniente” para a população, mas descarta que estes jovens sejam vacinados fora do local de residência “porque isso tornaria o processo quase impossível de realizar”, já que os centros de vacinação nos locais de férias não estariam preparados para tanta afluência.

Nesse sentido, o vice-almirante apela a estes utentes que façam um esforço para interromper as férias e antecipa que não haverá outra “janela de oportunidade” para que sejam vacinados. “Neste momento, não estamos a pensar noutra janela de oportunidade, aconselho a usar esta janela o mais possível”, aponta o coordenador do plano de vacinação contra a Covid-19, durante uma vista a um centro de vacinação em Évora, em declarações transmitidas pela RTP3.

Temos outros jovens para vacinar e temos outras pessoas para vacinar”, afirma, acrescentando que ” o vírus não nos dá férias, o vírus continua muito ativo e temos de nos proteger desse vírus”.

Não obstante, apesar de sublinhar que o objetivo é vacinar o maior número possível de jovens entre os 16 e os 17 anos no fim de semana de 14 e 15 de agosto, Gouveia e Melo admite que se não for possível vacinar os cerca de 200 mil jovens elegíveis, terá de ser encontrada “outra estratégia”, nomeadamente “contacta-los através das bases de dados”.

Questionado sobre a vacinação das crianças entre os 12 e os 15 anos, o vice-almirante assegura que esta tudo preparado para o fazer, mas aguarda a decisão das autoridades de saúde. “Estamos a dar tempo para que essa decisão seja consistente, sólida, dentro dos profissionais de saúde. Não vamos exigir essa decisão, antes do tempo necessário, para o planeamento prosseguir”, assinala.

Por fim, Gouveia e Melo garantiu que nas próximas “três a quatro semanas” vai ser feita uma aposta na administração de primeiras doses, “, o que vai fazer progredir rapidamente as primeiras doses e vamos atingir toda a população elegível dentro de pouco tempo”, concluiu.

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