Escritura de compra e venda da Coelima será entre 18 e 25 agosto

Está previsto que a nova dona da Coelima assine a escritura pública de compra e venda da têxtil entre 18 e 25 de agosto. "Se há processo limpo e transparente este é um deles", garante sindicato.

A escritura de compra e venda da insolvente Coelima, que foi vendida à Mabera, no final de junho por 3,7 milhões de euros, será entre 18 e 25 de agosto, revela ao ECO o Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes.

“Está previsto entre o dia 18 e 25 de agosto ser feita a escritura pública de compra e venda da Coelima. Foi o gestor de insolvência, Pedro Pidwell, que me deu essa indicação esta segunda-feira”, adianta o coordenador do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes, Francisco Vieira.

O coordenador do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes explica ainda que esta “venda por transmissão terá de ser comunicada formalmente aos trabalhadores”. Francisco Vieira lembra ainda que existe a figura da oposição e que os trabalhadores podem opor-se à transferência da sua posição para a Mabera, mas que tinham de alegar e quantificar prejuízos sérios”. No entanto, está convicto que isso não vai acontecer. “Se há processo limpo e transparente este é um deles”, refere.

A Mabera, localizada em Vila Nova de Famalicão, ficou responsável oficialmente pela Coelima e pelos seus 250 trabalhadores no dia 1 de julho, que continuam a trabalhar na fábrica. Francisco Vieira garante que os “salários foram pagos” e que “não existe nada a apontar à nova dona da Coelima”.

Constituída em 1922, a Coelima chegou a ser uma das maiores produtoras de roupa de cama. Na ótica do sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes “agora é hora de recuperar o tempo perdido e os clientes”.

O anúncio da sentença de declaração de insolvência foi publicado em 22 de abril, com a empresa a apresentar um passivo de perto de 30 milhões de euros e cerca de 250 credores no final de 2020.

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