Futuro da liderança? 79% dos jovens acreditam que soft skills serão mais importantes do que hard skills

Compreender a mentalidade de uma nova geração de talentos e as alterações do mundo do trabalho foi o mote do inquérito #CtheFuture2.0, da Adecco.

Os futuros líderes estão mais atentos aos traços humanos, encaram a inteligência emocional e a saúde mental como temas essenciais para uma boa liderança e privilegiam as soft skills. Aliás, os números são claros: 79% dos jovens acreditam que as soft skills serão mais importantes do que as hard skills nos líderes do futuro.

“Os futuros líderes serão moldados pelos acontecimentos dos últimos dois anos, e se a crise de saúde global tiver um efeito positivo, é possível que a próxima geração de talentos valorize mais do que nunca a importância das pessoas”, comenta a Adecco, em comunicado, a propósito das conclusões do #CtheFuture2.0, resultante de um inquérito da Fundação Grupo Adecco a jovens candidatos ao programa internacional “CEO for One Month”, nas edições de 2020 e 2021, em 64 países onde está implementado, incluindo Portugal.

Das 1.072 respostas válidas, 84% dos candidatos têm entre 18 e 30 anos, 54% são mulheres, sendo Índia, Espanha, EUA, Brasil e França os países mais representativos da amostra.

Compreender a mentalidade de uma nova geração de talentos e as alterações de perspetivas do mundo do trabalho e da sua visão do que será mais relevante no desempenho dos líderes do futuro em contexto de pandemia foi o mote do inquérito. Conheça algumas das respostas dadas pelos futuros líderes às perguntas feitas pela Adecco, no âmbito do #CtheFuture2.0.

5 perguntas aos líderes de amanhã. 5 conclusões da recrutadora

“Quais as competências mais importantes para o futuro?”

À medida que avançamos para modelos de trabalho mais ágeis, as exigências de competências dos líderes estão a mudar. De acordo com o inquérito da especialista em recursos humanos, 79% dos inquiridos afirmam que as soft skills serão mais importantes para os futuros líderes. No inquérito homólogo de 2019, esta percentagem era de 69%.

“A tendência para dar mais importância às competências transversais continua a aumentar e os jovens estão conscientes disso, o que será certamente considerado à medida que desenvolvem a sua experiência e escolhem os programas de formação de que necessitam para os ajudar a progredir e a satisfazer ambições profissionais”, explica a Adecco.

“Quais as soft skills mais relevantes de um líder do futuro bem-sucedido?”

A procura de competências transversais nos líderes está a aumentar. Gestão de pessoas e liderança é o tópico mais apontado pelos inquiridos no âmbito do #CtheFuture2.0, tal como no inquérito de 2019. A comunicação vem em segundo lugar em termos de importância. No entanto, a inteligência emocional tem ganho cada vez mais terreno, este ano subiu para o terceiro lugar do pódio das competências transversais mais relevantes.

“Como resultado da pandemia e do isolamento imposto pelos sucessivos confinamentos, a resposta dos futuros líderes parece refletir que a capacidade de compreender as emoções dos outros é a chave para tirar o melhor partido das pessoas. Com o modelo de trabalho remoto a ganhar fôlego para além da pandemia, ser capaz de se conectar aos outros de forma significativa e empática poderá ser a chave para manter os profissionais motivados e felizes numa organização”, considera a recrutadora.

“O que mais o preocupa no futuro do trabalho?”

A saúde mental é a preocupação número um sobre o futuro do trabalho dos inquiridos. A par desta, as grandes preocupações dos jovens quanto ao futuro são o acesso ao mundo do trabalho, a igualdade salarial, as profissões que serão procuradas e os empregos que deixarão de existir.

Por outro lado, e tendo em conta o contexto de trabalho remoto, a falta de comunicação presencial com os membros da equipa e os colegas de trabalho é também sentida por muitos. “Encontrar o equilíbrio certo no futuro do trabalho pode ser a chave para apoiar o bem-estar mental dos empregados. Os líderes terão de fazer esforços concentrados para apoiar modelos de trabalho híbridos que satisfaçam as necessidades individuais de cada funcionário. Quando vigora o trabalho remoto em exclusivo, as organizações precisam de concentrar os seus esforços em manter os seus funcionários envolvidos e sentir-se parte da cultura da empresa”, refere a Adecco.

“A Educação ao nível superior ainda é importante?”

Embora não haja dúvida de que o ensino superior oferece competências valiosas para toda a vida às pessoas, parece haver um crescente consenso na comunidade empresarial de que os diplomas já não são tão importantes para a liderança do futuro.

No inquérito #CtheFuture2.0, 54% dos jovens pensam que os CEO beneficiariam em ter formação ao nível do ensino superior.

“A flexibilidade de horário no trabalho é importante?”

No mundo pós-pandemia, 87% dos jovens querem ter flexibilidade de horários de trabalho, de modo a conseguirem alcançar um equilíbrio entre o trabalho e a vida privada. Se a flexibilidade de horário é altíssima, apenas 54% dos jovens acham desejável ou muito desejável terem contratos sem termo, com posições de carreira estáveis e a longo prazo.

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