RiR Humanorama. Um festival digital de conversas para falar sobre pessoas e a sociedade

Espera-se que mais de 20 mil pessoas assistam online ao festival de conversas que tem o Gabriel Pensador ou Sam the Kid em palco. No futuro organização do RiR Humanorama quer um formato híbrido.

Este ano, em vez de pôr — como é habitual — toda a gente a cantar e a dançar em frente ao palco, o Rock in Rio vai pôr o público a refletir sobre a relação com o próximo e o papel do ser humano na sociedade. Depois de duas edições adiadas, devido à pandemia, vem aí um novo projeto: o Rock in Rio Humanorama. O evento, uma espécie de festival de conversas, é totalmente digital e gratuito, arranca esta terça-feira, dia 14, e prolonga-se até 17 setembro. Espera-se que cerca de 20 mil pessoas assistam ao evento. Os cantores Gabriel O Pensador, Agir, Sam the Kid, os escritores Chimamanda e Marcos Piangers, o ator Fábio Porchat, o DJ Alok, o jornalista Nelson Motta, o monge Coen Rōshi e o ex-ministro da Cultura do Brasil Gilberto Gil são alguns dos oradores.

“O Rock in Rio vai ser sempre, na sua génese, um festival de música, isso nunca vai desaparecer. No entanto, sempre conseguiu comunicar e relacionar-se com as pessoas de uma forma que vai muito além do entretenimento. Tem sido sempre assim ao longo dos 36 anos, com todos os projetos nos âmbitos social e ambiental, que vamos desenvolvendo ou apoiando. O Rock in Rio Humanorama é mais um caminho para esse nosso compromisso com o propósito da marca de construir um mundo melhor”, explica Agatha Arêas, vice-presidente de learning experience do Rock in Rio, em conversa com a Pessoas.

O Rock in Rio acredita ainda que a educação é a base para construir um mundo melhor, e este projeto abre um espaço onde é possível partilhar estas diferentes visões sobre o ser humano e gerar ainda um impacto positivo na sociedade.

Agatha Arêas

Vice-presidente de learning experience do Rock in Rio

O projeto, que é uma extensão do Rock in Rio, cumpre o propósito que a marca tem vindo a desenvolver ao longo dos anos: a vontade de criar um mundo melhor, desenvolvendo ideias e projetos que, além de trazerem a música, apresentam também outras formas de arte e entretenimento como ferramentas de conexão e inspiração. “O Rock in Rio acredita ainda que a educação é a base para construir um mundo melhor, e este projeto abre um espaço onde é possível partilhar estas diferentes visões sobre o ser humano e gerar ainda um impacto positivo na sociedade”, continua.

A pandemia acabou por ser o motor de arranque deste festival de conversas, que tem como tema principal o papel do ser humano na sociedade. “Tendo em conta o contexto atual, os nossos hábitos e rotinas estão diferentes, dando início cada vez mais a uma série de discussões e reflexões sobre o comportamento do ser humano e do seu desenvolvimento. Principalmente nesta altura tão atípica, o Rock in Rio Humanorama pretende ser um espaço de reflexão, de descoberta do ser humano e de exploração de alguns dos temas mais importantes para todos nós, bem como a descoberta de novas formas de nos conhecermos e entendermos as relações humanas”, detalha a vice-presidente de learning experience do Rock in Rio.

Agatha Arêas, vice-presidente de learning experience do Rock in Rio.

Para discutir estes temas, a marca convidou pessoas com diversas perspetivas, desde empresários a artistas, executivos ou jovens inspiradores. Entre debates, reflexões e workshops, o grande objetivo é um criar “um futuro melhor e mais humano para todos”. A cantora Marisa Liz, por exemplo, vai abordar o tema da parentalidade e de que forma é que podemos aplicar o conceito de “normalidade” ao falar de uma família.

Os cantores Gabriel O Pensador, Agir, Sam the Kid, os escritores Chimamanda e Marcos Piangers, o ator Fábio Porchat, o DJ Alok, o jornalista Nelson Motta, o monge Coen Rōshi e o ex-ministro da Cultura do Brasil Gilberto Gil são algumas das personalidades, das mais diversas áreas, que se juntaram a este projeto.

4 palcos, 250 dinamizadores e 70 conversas e 32 workshops

O festival organiza-se em quatro palcos distintos (“Sou”, “Nós”, “Somos” e “Experiências de Aprendizagem”), permitindo que o público — tal como sempre aconteceu no festival de música — escolha o palco que mais lhe interessa, segundo a programação do mesmo. As conversas e workshops serão transmitidos em simultâneo. Sustentabilidade, relações interpessoais, impacto social, cidadania ativa e colaboração são alguns dos temas dos 32 workshops que serão dados ao longo dos quatro dias de festival.

“A grande vantagem de um formato como o Rock in Rio Humanorama é de ter oportunidade de reunir dinamizadores de todo o mundo, entre Portugal e o Brasil, numa partilha leve e inclusiva de diferentes perspetivas sobre o ser humano e o nosso futuro”, considera Agatha Arêas, acrescentando que, desta forma, também é possível chegar a mais pessoas. “Esperamos receber cerca de 20 mil pessoas que podem assistir a partir de qualquer lugar do mundo, sendo os conteúdo emitidos especialmente para Portugal e Brasil”, revela.

Esta é a primeira vez que o Rock in Rio vai fazer um projeto totalmente digital. No entanto, este formato acontece apenas devido à pandemia, porque, “quando tudo estiver mais seguro, queremos criar um espaço de conexão presencial na realização do Rock in Rio Humanorama”.

Não sabemos se já em 2022, mas o nosso sonho é, em algum momento, manter toda esta transmissão por streaming para que o máximo de pessoas possa acompanhar o projeto, mas também algo acontecer em formato presencial.

Agatha Arêas

Vice-presidente de learning experience do Rock in Rio

O grande objetivo é, contudo, conseguir alcançar um formato híbrido. “Não sabemos se já em 2022, mas o nosso sonho é, em algum momento, manter toda esta transmissão por streaming para que o máximo de pessoas possa acompanhar o projeto, mas também algo acontecer em formato presencial”, finaliza Agatha Arêas.

Pode acompanhar o festival aqui.

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