BCE pode subir juros em 2023, mais cedo do que o esperado

Documentos internos do BCE mostram que a meta de inflação de 2% poderá ser atingida em 2025, o que sugere que as taxas de juro podem subir dentro de dois anos, antes do que era esperado.

O Banco Central Europeu (BCE) espera atingir a meta de inflação de 2% em 2025 e pode vir a subir as taxas de juro dentro de dois anos, de acordo com modelos internos, aos quais o Financial Times teve acesso.

De acordo com o jornal, este período é, pelo menos, um ano mais cedo do que a expectativa da maioria dos economistas para uma subida da taxa de juro dos depósitos pelo BCE, que se mantém, atualmente, num mínimo histórico de -0,5%.

Apesar das previsões dos analistas, o cenário de um aumento dos juros até o final de 2023 parece também ser confirmado agora pela estimativa de inflação de longo prazo do BCE, que o economista-chefe Philip Lane terá discutido numa conferência privada com economistas de bancos alemães esta semana, de acordo com a publicação.

A estimativa da meta de inflação noticiada esta sexta-feira não foi ainda confirmada oficialmente pelo BCE. No entanto, um porta-voz do banco central sinalizou que Lane “deixou claro num evento público na quarta-feira que, por ser persistente, com um alto nível de estímulo monetário, o BCE pode atingir a meta de 2% ao longo do tempo, sem mencionar uma data específica”.

Ainda assim, se o cenário interno conhecido nesta semana se confirmar, tal significa que o BCE poderá reunir as condições para começar a aumentar as taxas mais cedo do que era esperado no mercado, até o final de 2023. Isto já que, para realizar esta subida, o BCE deve prever que a inflação chegará à meta de 2% em 18 meses e manter-se-á, assim, por mais 18 meses. Ao mesmo tempo, a “inflação subjacente”, que exclui os preços de energia e alimentos, deve aumentar o suficiente para ser consistente com o cumprimento da meta.

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