Rio não se recandidata se autárquicas forem pouco melhores do que 2017

  • ECO
  • 20 Setembro 2021

Rui Rio admite não se recandidatar à liderança do PSD em janeiro do próximo ano caso as eleições autárquicas corram apenas "muito pouquinho melhor" face a 2017.

O líder do PSD vai ponderar após as eleições autárquicas se se recandidata à liderança dos social-democratas. “Não está em causa demitir-me de nada. Está em causa recandidatar-me ou não“, diz Rui Rio em entrevista à Rádio Renascença esta segunda-feira, admitindo que não se recandidata a presidente do PSD se o resultado destas eleições autárquicas “for igual ou pior ou muito pouquinho melhor” do que em 2017. Em causa está saber se o social-democrata se apresenta às eleições diretas em janeiro e ao congresso em fevereiro.

Sobre o Orçamento do Estado para 2022 (OE 2022), o líder do PSD prevê que o PS vá ceder o que for necessário à esquerda para garantir o apoio no Parlamento. “Estou convencido que, mesmo que o PCP e o BE peçam tudo e mais alguma cosia, vai haver um momento em que o dr. António Costa lhes vai dar para conseguir o equilíbrio. A não ser que, de repente, lhe passe pela cabeça que era preferível para o PS criar uma crise política”, perspetiva Rui Rio.

Questionado sobre potenciais coligações autárquicas entre o PSD e o Chega, o atual líder é direto: “Não é desejável. Se fosse desejável, tinha permitido coligações pré-eleitorais”. “Se o Chega se moderar, o PSD pode conversar; se não se moderar, não há conversa possível. O que tenho assistido é o contrário: em vez de se moderar está cada vez pior“, classifica Rio, que tem sido alvo de ataques por parte de André Ventura, o líder do Chega.

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