Farmácias fizeram 286 mil testes à Covid pagos pelo Estado

Desde o inicio de julho, as farmácias portuguesas realizaram 286.720 testes à Covid, no âmbito do regime excecional de comparticipação criado pelo Governo, adiantou fonte oficial da ANF ao ECO.

No espaço de três meses, as farmácias portuguesas realizaram mais de 286 mil testes à Covid, no âmbito do regime excecional de comparticipação criado pelo Governo, adiantou fonte oficial da Associação Nacional de Farmácias ao ECO. Este regime termina esta quinta-feira.

Desde 1 de julho, os testes rápidos de antigénio à Covid-19 passaram a ser comparticipados a 100% pelo Estado, mediante algumas condições. Só nesse mês, o Governo pagou quase 144 mil testes, o que se traduziu numa despesa de cerca de 1,4 milhões de euros.

E se desde então a medida tem sido renovada todos os meses, o Governo decidiu não a prolongar em outubro, pelo que este regime de comparticipação termina esta quinta-feira. Ao ECO, o Ministério da Saúde justifica a decisão pelo facto de Portugal estar prestes a ter 85% da população com a vacinação completa, pelo que a população abrangida por esta medida é “residual”.

Ao ECO, a presidente da ANF diz que compreende a decisão do Executivo “tendo em conta os critérios de elegibilidade que tinham sido estabelecidos (nomeadamente a exclusão de pessoas já vacinadas), associado à percentagem de população já vacinada” e sublinha que esta medida foi “essencial para reabrir a economia com segurança”. Nestes três meses, a ANF realizou 286.720 testes à Covid ao abrigo deste regime, acrescenta ainda Ema Paulino. Contas feitas, foram cerca de 3.185 testes por dia, nas mais de 2.700 farmácias associadas por este organismo.

Sem adiantar números, também a Associação de Farmácias de Portugal sublinha que esta medida “teve um impacto positivo”, dado que “permitiu aumentar a equidade no acesso dos utentes a este serviço”. E se as farmácias “registaram uma grande procura” por parte deste serviço, agora é expectável que a procura “venha a diminuir”, tendo em conta o alívio de restrições”, afirma Manuela Pacheco, presidente desta associação que conta com cerca de 160 associados, ao ECO. Não obstante, as farmácias reforçam que este serviço vai continuar a existir nas farmácias, apesar de deixar de ser comparticipado pelo Estado.

Esta medida, que deixa de vigorar a partir de 1 de outubro, prevê que sejam realizados, no máximo, quatro testes por mês nas farmácias ou laboratórios aderentes, sendo que o Estado paga 10 euros por testes às farmácias e laboratórios. Atualmente, há já 533 farmácias e 115 abrangidos por esta comparticipação, segundo a última atualização do Infarmed.

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