BEI financia Galp em 732 milhões para produzir energia limpa para quase um milhão de lares

O BEI e a Galp assinaram três projetos de financiamento que irão gerar em média um total de 3,6 TWh de energia renovável/ano, o suficiente para aproximadamente 940.000 lares.

O Banco Europeu de Investimento (BEI) e a Galp anunciaram esta sexta-feira a assinatura de três acordos de financiamento para a construção de centrais solares fotovoltaicas e a implantação de estações de carregamento de veículos elétricos em toda a Península Ibérica.

No total, trata-se de um financiamento global de 406,5 milhões de euros, que poderá aumentar até 731,5 milhões. Isto porque, adicionalmente, foi aprovado um montante de 325 milhões para ser emprestado pelo BEI sob o formato de project finance, numa fase posterior.

Os três projetos irão gerar em média um total de 3,6 TWh de energia renovável/ano, o equivalente ao consumo de energia de aproximadamente 940.000 lares.

Na prática trata-se de:

  • Um empréstimo de energia verde do BEI no valor de 325 milhões de euros para financiar parques solares da Galp com uma capacidade total de cerca de 2 GWp em Espanha.

Este é o acordo de maior dimensão para um projeto fotovoltaico da Galp cuja construção deverá começar nos próximos três anos, incluindo a infraestrutura auxiliar de interligação à rede. O portfólio inclui parques de energia solar fotovoltaicas de grande escala com uma capacidade total equivalente ao consumo anual de energia de 866.400 lares. No total, o financiamento global do BEI para este projeto poderá ascender a 650 milhões.

Com dimensões que variam entre 24 MWp e 449 MWp, os parques fotovoltaicos estarão localizados nas regiões espanholas de Andaluzia, Aragão, Castela-Mancha e Estremadura.

  • Um empréstimo de energia verde do BEI no valor de 40 milhões de euros para financiar o projeto fotovoltaico da Galp na região do Algarve, Portugal.

Aqui, diz a Galp, trata-se da construção e exploração de quatro parques de energia solar fotovoltaica interligados com uma capacidade total de 144 MWp no Algarve (sul de Portugal), no município de Alcoutim (Viçoso, 48,0 MWp; Pereiro, 18,7 MWp; São Marcos, 48,9 MWp; e Albercas, 28,4 MWp).

Uma vez operacionais, espera-se que os quatro parques solares produzam em média 230 GWh de energia renovável por ano, o equivalente ao consumo anual de energia de 72.800 lares.

A produção bruta total da Galp em termos de geração operacional e de desenvolvimento de energias renováveis totaliza 4,7 GW distribuída por Portugal, Espanha e recentemente pelo Brasil, dos quais 926 MW já estão em funcionamento. A empresa tem a ambição de, globalmente, superar 4 GW e 12 GW de capacidade operacional bruta até 2025 e 2030, respetivamente.

  • E, por fim, um empréstimo de 41,5 milhões de euros do BEI para apoiar o projeto de mobilidade elétrica da Galp na Península Ibérica.

O projeto prevê a implantação de 5.500 pontos de carregamento até 2025, 55% dos quais serão localizados em regiões menos desenvolvidas e de coesão de transição em toda a Península Ibérica. A Galp tem a intenção de expandir a sua oferta de postos de carregamento para 10.000 até 2025 na Península Ibérica.

“Temos o prazer de apoiar a Galp no seu percurso de descarbonização e unir forças para promover ações climáticas e a geração de energia renovável tanto em Espanha como em Portugal. Estes três projetos contribuem para os objetivos estabelecidos no Green Deal da UE e irão apoiar os objetivos de descarbonização dos países”, disse o Vice-Presidente do BEI, Ricardo Mourinho Félix.

Através do Climate Bank Roadmap, o BEI pretende avançar com vários investimentos em ações climáticas e de sustentabilidade ambiental, durante a década crítica que termina em 2030. Para esse efeito, o Banco irá aumentar gradualmente o financiamento que atribui a estes objetivos para 50% até 2025.

“O nosso plano de reformular o nosso portfólio já está em curso, com a Galp a acelerar a integração de soluções energéticas de baixa ou nenhuma presença de carbono nos nossos negócios. O apoio do BEI é fundamental para nos ajudar a aumentar o ritmo de desenvolvimento desses projetos”, refere o CEO da Galp Andy Brown.

A Galp quer ser uma empresa net zero emissions até 2050. Comprometeu-se a atribuir metade do seu capex líquido de 2021-2025 a projetos relacionados com a transição para um modelo energético de baixo carbono, incluindo 30% em energias renováveis e 5% em novos negócios.

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