Teresa Mesquita da SIBS integra grupo de conselheiros do BCE para o euro digital

Teresa Mesquita é Chief Marketing and Product Officer da portuguesa SIBS e será uma das 30 conselheiras do Banco Central Europeu para a criação do euro digital.

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu criar um grupo de conselheiros do setor privado para contribuírem para o desenho e a implementação do euro digital. Entre os 30 profissionais especialistas desta área de pagamentos para retalho está Teresa Mesquita, Chief Marketing and Product Officer da portuguesa SIBS. Este grupo irá reunir-se pelo menos uma vez por trimestre, começando já em novembro deste ano.

Os 30 membros deste grupo foram anunciados esta segunda-feira pela instituição liderada por Christine Lagarde. Neste momento, o projeto para o euro digital está na fase de investigação, a qual foi lançada em julho e vai durar 24 meses. A task force para o euro digital é liderada pelo italiano Fabio Panetta, um dos membros da comissão executivo do BCE.

Apesar de pertencerem a bancos, operadoras de pagamentos ou outras empresas, os membros deste grupo de conselheiros estão “a título pessoal” neste papel, dando a perspetiva da indústria de pagamentos para a forma como o “euro digital pode adicionar valor a todos os intervenientes no ecossistema diverso dos pagamentos na Zona Euro”, assegura o BCE. Também haverá representantes da Comissão Europeia e dos bancos centrais de cada um dos 18 Estados-membros da Zona Euro.

A ideia é que o euro digital venha a ser um complemento das notas e moedas que se usam atualmente e não um substituto: terá de ser “uma forma de dinheiro do banco central sem risco, acessível e eficiente”. Mas para se chegar à fórmula ideal para o implementar será necessário dois anos (24 meses) de investigação, a qual envolverá aspetos como as necessidades dos europeus, a forma de prevenir atividade ilícitas, evitar impactos indesejáveis na estabilidade financeira ou na política monetária, por exemplo.

Além disso, será preciso estudar as alterações legislativas necessárias, um trabalho a ser realizado em conjunto com as instituições europeias. Acresce que o desenho final terá de dar a garantia de que o digital euro será “amigo do ambiente” uma vez que a energia necessária para processar dezenas de milhares de transações por segundo é “negligenciável” comparada com a energia consumo por “cripto-ativos como a bitcoin”, segundo o BCE.

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