Novobanco recupera 30% de 58 milhões de ex-projeto do GES em Gaia

Dificilmente o Novobanco conseguirá recuperar a totalidade dos 58 milhões emprestados para o desenvolvimento de um megaprojeto imobiliário do GES em Gaia. Ainda assim, 17 milhões já foram recuperados.

O Novobanco está prestes a recuperar cerca de 30% dos 58 milhões de euros que foram emprestados para o desenvolvimento de um megaprojeto imobiliário do antigo Grupo Espírito Santo (GES) em Gaia, o qual nunca veio a sair do papel.

Em causa está o negócio do Invesfundo III, que foi criado em 2006 pelo GES para desenvolver o Douro Atlantic Garden, um projeto promovido pela Espírito Santo Property e financiado a 100% pelo BES.

Sem nunca ter concretizado o projeto, o fundo imobiliário foi “apanhado” no colapso do universo Espírito Santo em 2014, tendo deixado grande parte das dívidas para o Novobanco.

Entretanto, o Invesfundo III foi declarado falido no ano passado e, desde então, o administrador de insolvência tem vindo a proceder à venda dos ativos imobiliários do fundo e a entregar as receitas à massa insolvente.

Em relação ao Novobanco, que é o principal credor do fundo, os negócios feitos pelo administrador Bruno Costa Pereira já tinham permitido recuperar 14,6 milhões de euros. Agora, o administrador propõe pagar mais 2,4 milhões por conta de mais vendas fechadas, já depois dos rateios feitos em março, junho, agosto e setembro. Contas feitas, o banco prepara-se assim para recuperar 17 milhões de euros, o que corresponde a cerca de 30% do empréstimo original do BES ao fundo.

Por recuperar ficam ainda 41 milhões de euros. Não se perspetiva que a instituição financeira liderada por António Ramalho venha a ser reembolsada na totalidade. Tendo em conta o processo de liquidação em curso, o administrador de insolvência estima encaixar mais de 16 milhões de euros, o que poderá permitir ao banco recuperar, no máximo, metade dos 58 milhões alocados àquele projeto.novo

De acordo com por Bruno Costa Pereira, já foram liquidadas um total de 25 verbas que renderam 15,1 milhões. Há mais vendas em curso relativas a dez verbas, tendo a massa insolvente já recebido 2,6 milhões, faltando receber 10,4 milhões.

Ainda restam quatro verbas por adjudicar, sendo que em relação a duas delas já há propostas de valor próximo ao valor de avaliação para venda imediata, sendo que o Novobanco se encontra a apreciar as ofertas sobre uma possível venda por 3,5 milhões.

As outras duas verbas correspondem a lotes para construção de comércio e serviços, mas há pouco interesse, pelo que o Novobanco está a estudar se vende com um desconto mais acentuado face ao valor proposto ou se, em alternativa, se fica com o ativo.

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