Marcelo acredita num Natal de “abertura, mas de bom senso”

O Presidente relativiza a projeção de oito mil casos diários, dizendo que, mantendo o ritmo de vacinação e as regras sanitárias, os portugueses podem esperar “aquilo que quiserem" da época festiva.

As mais recentes projeções do Instituto Ricardo Jorge (INSA) apontam que Portugal poderá ter uma duplicação dos casos dentro de 26 dias, com a diretora-geral da Saúde a antecipar assim que o país pode chegar ao Natal com uma média de oito mil casos por dia. No entanto, Marcelo Rebelo de Sousa relativiza estes números.

“Seria ainda aquém do que tivemos há um ano e com uma diferença: não testávamos o que testamos hoje. O que interessa é o número de internamentos, nos cuidados intensivos e de mortos – e aí temos números que são 1/5, 1/6 e 1/8 em relação há um ano”, sublinhou o Presidente da República.

Em declarações aos jornalistas em Estrasburgo, transmitidas pela RTP3, o Chefe de Estado frisou que “as restrições vão sendo definidas à medida que se alteram as realidades”. Porém, não acredita que o país venha a precisar de adotar este ano medidas tão restritivas de combate à pandemia, isto depois de o primeiro-ministro, António Costa, não ter afastado a aprovação de restrições adicionais para o Natal.

Que Natal é que os portugueses podem esperar? “Aquilo que quiserem. Estão a querer — e bem — vacinar-se. Se continuarem a aderir à vacinação e respeitarem as regras sanitárias, terão um Natal que é simultaneamente de abertura, mas de bom senso. É este equilíbrio que é fundamental”, respondeu Marcelo.

Recusando pronunciar-se sobre a possibilidade da vacinação obrigatória contra a Covid-19, que está a ser debatida a nível europeu, o Presidente da República prefere também esperar mais 15 dias para conhecer os resultados dos estudos laboratoriais relativos à nova variante Ómicron, antes de avançar para um maior controlo nas fronteiras.

Sobre as críticas dirigidas pela ONU aos países desenvolvidos relativas ao isolamento de África, Marcelo Rebelo de Sousa disse ter visto nos últimos dias como Angola estava a tomar “medidas temporárias em relação a países daquela área”, entendendo que “Portugal sido muito cuidadoso” nesse particular.

“Até para não dar a sensação de que há um mundo bom e o mundo mau, que é aquele que não tem um acesso tão rápido às vacinas. Em períodos de crise, as pessoas ficam egoístas, mas o assunto de todos é o meu assunto”, contextualizou o Presidente da República.

Em Estrasburgo, questionado ainda sobre as sondagens que dão os dois candidatos da extrema-direita francesa com quase 30% das intenções de voto, Marcelo disse estar “esperançado de que, como aconteceu na Alemanha há pouco tempo — com uma próxima mudança de Governo, mas o mesmo espírito europeu –, que o espírito europeu continue muito forte em França e em toda a União Europeia”.

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