Governo admite crescimento acima de 5,5% no próximo ano

"A recuperação tem sido tão forte que entendemos que há margem para crescer tanto ou mais que o que o Governo previu", adiantou João Leão.

O ministro das Finanças, João Leão, prevê um crescimento da economia “igual ou acima de 5,5%”, no próximo ano. “A recuperação tem sido tão forte, nos últimos meses, que entendemos que há margem para crescer tanto ou mais do que o Governo previu”, afirmou o responsável, à entrada da reunião desta segunda-feira do Eurogrupo.

Do relatório da proposta de Orçamento do Estado para 2022, que o Governo entregou na Assembleia da República em outubro, constava a previsão de que o Produto Interno Bruto (PIB) português crescerá 5,5% no próximo ano. Agora, cerca de dois meses depois, João Leão veio dizer aos jornalistas que, afinal, a economia nacional poderá crescer mesmo mais do que tinha antecipado anteriormente.

“Sabemos que outros países tiveram de tomar medidas mais restritivas. Em Portugal, neste momento, não antevemos a necessidade de tomar essas medidas e, nesse sentido, consideramos que o crescimento [do PIB] pode até ficar acima do que o Governo previu“, admitiu o ministro das Finanças, indicando que a economia portuguesa está atualmente a registar uma “recuperação forte“. João Leão ressalvou, ainda assim, que o contexto é “de incerteza”, pelo que é preciso ter a “humildade de perceber que a pandemia pode surpreender-nos“.

Convém explicar que enquanto o Governo já vê o PIB a crescer mais de 5,5%, a Comissão Europeia antecipa um crescimento de 5,3% e o Fundo Monetário Internacional de 5,1%. Já a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) vê a economia portuguesa a crescer 5,8%.

Para este ano, o responsável pela pasta das Finanças continua a projetar um crescimento da economia de 4,8%, o mesmo valor já indicava no relatório do OE2022. “Os indicadores mais recentes vão no sentido de conseguirmos atingir os tais 4,8%”, sublinhou João Leão, esta segunda-feira.

E detalhou que a evolução do mercado de trabalho será “melhor do que esperada pelo Governo”. Na proposta de Orçamento do Estado para 2022, o Governo estimava que a taxa de desemprego se situasse em 6,8%, em 2021. Ora, em outubro, a taxa fixou-se em 6,4%. “A taxa de desemprego está a baixar mais rapidamente do que era antecipado. Já este ano vai ficar abaixo do previsto pelo Governo”, frisou o ministro das Finanças, referindo que, à boleia desta evolução, o país vai “mais uma vez cumprir as metas orçamentais e o défice orçamental para este ano“.

Aos jornalistas, João Leão garantiu, além disso, que já explicou à Comissão Europeia que a execução em duodécimos do Orçamento do Estado não colocará em causa o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). “Estamos a trabalhar para garantir a aplicação do PRR. Isso é algo que não devemos nunca parar”, assegurou o ministro, adiantando que Portugal pedirá o primeiro desembolso da chamada bazuca europeia no primeiro trimestre de 2022.

(Notícia atualizada às 13h55)

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