ISEG revê em baixa estimativas e vê PIB a crescer entre 4,3% a 4,5% este ano

Crise política tem, para já, um impacto nulo no crescimento, dizem economistas do ISEG. Mas novas limitações impostas para travar o agravamento da pandemia levaram à revisão em baixa das previsões.

Com o agravar da pandemia no final de novembro, os economistas do ISEG estão mais pessimistas do que o Governo e antecipam um crescimento do PIB entre 4,3% a 4,5%, valores que representam uma revisão em baixa face ao anterior intervalo de crescimento que antecipavam para o conjunto de 2021 entre 4% e 5%. O Executivo estima que a economia cresça este ano 4,8%.

Esta revisão traduz um crescimento inferior ao esperado no quarto trimestre, para valores entre 4,5% a 5,1%, o que corresponde a uma variação trimestral entre 0,6% a 1,2%. “Se podemos considerar neutro o impacto imediato da crise política, no caso do agravamento da crise sanitária afigura-se provável que em dezembro as medidas de controlo externas e internas, as recomendações de comportamento cauteloso e a incerteza associada à nova fase de evolução da pandemia venham a ter algum impacto negativo em termos económicos“, escrevem os economista do ISEG na nota de conjuntura de novembro.

Com o aumento de casos de Covid-19, o Governo decidiu adotar um conjunto de medidas para ajudar a travar o avanço da pandemia, que apesar de muito menos restritivas do que as impostas no passado, podem ter impacto na confiança dos consumidores.

“Até ao final de novembro, o quarto trimestre apresentava-se com potencialidades para assegurar um maior crescimento por via da normalização da procura de serviços pelos portugueses e da procura turística pelos não residentes. Além disso, ao comparar com um período homólogo de 2020 sujeito a maiores restrições, o crescimento do trimestre poderia sair beneficiado. No início de dezembro, com o agravamento da pandemia, a situação é um pouco diferente apesar de não existirem, por enquanto, restrições de atividade mas apenas limitações menores do que as verificadas há um ano. Ainda assim, parece provável, com as condicionantes atuais, que dezembro venha a registar um crescimento homólogo inferior ao dos meses que o antecederam”, explicita a mesma nota.

De acordo com os cálculos do ECO, publicados esta segunda-feira, depois de um crescimento em cadeia de 2,9% no terceiro trimestre, o PIB tem de crescer 2,4% nos últimos três meses do ano para que a economia cresça os 4,8% previstos pelo Governo para o conjunto de 2021.

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