Há quatro universidades portuguesas entre as melhores “business schools” da Europa. Nova SBE lidera

A Nova SBE é, uma vez mais, a instituição nacional melhor classificada, na 27.º posição a nível europeu. Já a Católica consolida a sua posição, a PBS escala na tabela e o ISCTE volta ao ranking do FT.

Nova SBE, Católica Lisbon School of Business and Economics, Porto Business School (PBS) e ISCTE Business School são as quatro universidades portuguesas que fazem parte do ranking do Financial Times (FT), divulgado esta segunda-feira, e que enumera as melhores business schools da Europa. A Nova School of Business and Economics (SBE) é, uma vez mais, a instituição nacional melhor classificada, ocupando, na edição deste ano, a 27.º posição, entre 95 escolas de gestão de topo. Mas há mais conquistas: a Católica consolida a sua posição, registando subidas ano após ano, a PBS escala 13 posições e o ISCTE volta a figurar no ranking.

“É uma enorme satisfação continuarmos a figurar neste prestigiado ranking como a escola portuguesa mais bem classificada, um reconhecimento à aposta que a escola tem feito no sentido de consolidar a sua oferta académica de mestrados e de formação de executivos, assente num crescimento sustentado, numa cultura de inovação e excelência e na internacionalização nos mestrados e na formação de executivos. Ao mesmo tempo que ocupar esta posição muito nos orgulha, também nos traz uma responsabilidade acrescida de continuarmos a distinguir-nos pela qualidade que entregamos no ensino, investigação e contributo de impacto para uma sociedade cada vez mais sustentável e global”, afirma Daniel Traça, dean da Nova SBE, em comunicado.

O ranking das escolas de gestão europeias do FT baseia-se nas pontuações globais que cada escola obteve para cada classificação em que participa, como MBA, formação executiva, mestrado em gestão e EMBA. Em 2021, a Nova SBE classifica-se na 24.ª posição com o “The Lisbon MBA”, programa desenvolvido em parceria com a Católica-Lisbon e com colaboração do MIT Sloan. Este programa garante um salário médio anual de mais de 106 mil dólares, o equivalente a quase 94 mil euros.

O mestrado em Gestão da escola de negócios portuguesa está classificado na 22.ª posição — a melhor classificado dos programas de formação da Nova SBE — e os seus programas abertos e customizados de “Formação de Executivos” ocupam, respetivamente, as 26.ª e 29.ª posições.

Apenas duas posições abaixo, no ranking global, está a Católica Lisbon School of Business & Economics, que volta a escalar na lista. Em 2019, a escola de gestão ocupou a 32.º posição, no ano passado passou para a 31.ª e este ano volta a escalar, posicionando-se agora no 29.º lugar entre quase uma centena de business schools europeias.

“É motivo de orgulho estarmos a subir de forma consistente no ranking das melhores business schools europeias e prestigiarmos Portugal com uma das escolas mais internacionais na Europa. Sermos destacados pelo Financial Times como uma das escolas topo da Europa desde 2007 é para nós motivo de grande satisfação. A Católica-Lisbon é um hub de atração de talento de docentes e alunos de nível mundial e uma verdadeira rampa de lançamento para uma carreira de sucesso com verdadeiro impacto na sociedade”, comenta Filipe Santos, diretor da Católica Lisbon School of Business & Economics.

A Católica foi a primeira business school em Portugal a integrar esta lista do Financial Times, em 2007, obtendo lugares cimeiros desde 2012. Para estes resultados contribuem “o talento inequívoco dos alunos que atrai” e “a qualidade e diversidade do seu corpo docente”, que se reflete na “na experiência académica proporcionada, na forte ligação ao mundo corporativo” e nas “taxas de empregabilidade, progressão salarial e de carreira”, destaca a universidade.

Já nos indicadores de diversidade, a Católica destaca-se, sobretudo, pela proporção quase equitativa de estudantes e corpo docente do sexto feminino (45%), bem como pela percentagem de corpo docente e estudantil internacional (38%). É a mais elevada no panorama nacional, com professores oriundo de país como Alemanha, Itália, Colômbia, Brasil ou China e alunos de mais de 60 nacionalidades a frequentar os mestrados.

Mais abaixo no ranking está a Porto Business School (PBS), que registou a quinta maior subida do ranking, tendo escalado 13 posições até ao 66.º lugar. Ramon O’Callaghan, dean da Porto Business School, mostra-se satisfeito com os resultados, especialmente pela subida na lista. “Não podíamos estar mais motivados para continuar a apresentar soluções inovadoras dentro da nossa oferta formativa. (…) Perante um contexto volátil e incerto, que nos estimula a todos a estarmos atualizados e bem preparados para os desafios do mercado profissional, é gratificante ver que a Porto Business School reforça o seu papel enquanto referência internacional na área da formação em gestão”, refere.

A justificar esta subida estão os resultados obtidos pela escola da cidade Invicta nas categorias de executive education — onde ocupa a 31.ª e 41.ª posições na formação para executivos custom e aberta, respetivamente –, a 42ª posição do “The International MBA” e a 62.ª posição do “The Executive MBA”.

O ISCTE Business School fecha a representação portuguesa no ranking, conquistando o 77º. lugar, depois de, em 2020, não ter figurado nas tabelas. Comparando com o lugar alcançado em 2019, ano em que a escola ocupou a 66.ª posição, a quebra foi de 11 lugares.

A escola destaca-se, sobretudo, ao nível da igualdade de género entre o corpo docente e estudantil (48% são mulheres).

“A posição no ranking espelha três elementos fundamentais. Primeiro, por um acidente de percurso não estivemos presentes no ano passado e a nós se deve em termos administrativos; segundo, uma reentrada faz-se sempre de forma usualmente mais baixa e mais modesta na tabela das principais universidades europeias”, avança o presidente do Iscte Executive Education, José Crespo Carvalho, à Pessoas.

Conquistado o 77.º lugar — que é “honrosíssimo” — o objetivo agora é “só subir”. “Encontrar-nos-emos mais acima”, assegura o líder da escola portuguesa.

França brilha novamente no pódio

Apesar das conquistas nacionais, no panorama internacional, o top é liderado, uma vez mais, por França, mais propriamente pela HEC Paris, que se destaca, sobretudo, pelo seu EMBA, o primeiro do ranking europeu. Esta formação para executivos garante um salário médio anual de mais 438 mil dólares (cerca de 387 mil euros).

No segundo lugar do pódio, com campus em Inglaterra e nos Emirados Árabes Unidos e a brilhar, especialmente, pelo seu MBA, está a London Business School, que repete a posição já ocupada nas edições de 2020 e 2019.

Finalmente, a Insead completa o pódio. Com campus em França, Singapura e Emirados Árabes Unidos, a escola de gestão ocupa o primeiro lugar do ranking europeu quando avaliados apenas os MBA em gestão.

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