Lipor desenvolve projeto de Espaços Verdes BioDiversos no Grande Porto

  • Capital Verde
  • 7 Dezembro 2021

Este projeto, que decorrerá ao longo de 3 anos (2021 a 2024) pretende promover boas práticas na adaptação de espaços verdes sustentáveis e biodiversos.

Com vista à preservação e promoção da biodiversidade, a Lipor – Serviço intermunicipalizado de Gestão de Resíduos Urbanos do Grande Porto criou um projeto dedicado aos espaços verdes e à sua adaptação, Espaços Verdes BioDiversos. Este projeto, que decorrerá ao longo de 3 anos (2021 a 2024) pretende promover boas práticas na adaptação de espaços verdes sustentáveis e biodiversos.

O Projeto Espaços Verdes BioDiversos dará continuidade ao trabalho desenvolvido em relação à adaptação do terreno às alterações climáticas, promovendo a sucessão e regeneração natural, e aumentando a área gerida de forma sustentável, o espetro ecológico e a biodiversidade da região, refere a Lipor em comunicado. Serão também promovidas ações de formação certificadas, consultoria e certificação das entidades parceiras do projeto.

Da mesma forma, com os Espaços Verdes BioDiversos pretende-se reduzir o consumo de água, o consumo energético, os recursos humanos, tornando os espaços mais biodiversos, com diferentes texturas e estratos, melhorando assim a qualidade e quantidade da fauna e flora existente na região, e, simultaneamente, proporcionando espaços aprazíveis para os cidadãos.

Ao mesmo tempo, a Lipor comunicou também que envia apenas 2% de resíduos (em peso) para aterro, num total de mais de 523 mil toneladas de resíduos urbanos produzidos por cerca de 1 milhão de habitantes residentes nos 8 municípios associados (Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valongo e Vila do Conde).

Num universo de 23 entidade, a LIPOR foi um dos dois únicos Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos (SGRU) que cumpriu as metas nacionais fixadas pelo PERSU (Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos) para 2020, segundo o Relatório Anual de Resíduos Urbanos 2020, divulgado pela Agência Portuguesa do Ambiente.

O documento, que faz uma análise dos resultados da atividade de 2020 de 23 sistemas de gestão de resíduos urbanos, indica que o PERSU2020 (Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos) definia como meta nacional um máximo de 10% da produção total de resíduos urbanos enviados para aterro – a meta nacional foi claramente incumprida, com uns 41% de resíduos urbanos depositados em aterro, justificados pela crise pandémica.

O PERSU2020 definia como metas nacionais um valor de 35% (em peso) de preparação dos resíduos urbanos para reutilização e reciclagem; 10% de deposição dos resíduos urbanos em aterro; 54 Kg por habitante de retoma de recolha seletiva. Para cada um destes itens, a Lipor, atingiu desempenhos de 36%, 2% e 58 Kg por habitante, respetivamente.

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