A partir de hoje, os preços da luz vão voltar a subir

No final do mês de janeiro os consumidores vão notar a conta da luz mais cara. No regulado, a ERSE promete menos 3,4% na primeira fatura do ano, mas no mercado livre, EDP e Galp anunciam aumentos.

1 de janeiro de 2022. Este é o dia em que entram em vigor as novas tarifas de eletricidade para os consumidores tanto no mercado regulado como no mercado livre. Para as 933 mil famílias (mais ou menos 5% do consumo total), que ainda estão no mercado regulado e ainda são abastecidas pelo comercializador de último recurso, SU Eletricidade, o aumento nos preços será de +0,2% e diz respeito “ao preço médio do ano 2021, que integra a revisão em alta da tarifa de energia em julho e outubro de 2021”.

Isto porque, ao longo deste ano completamente atípico nos mercados energéticos, e em virtude da contínua escala de preços no mercado ibérico grossista (Mibel), a ERSE viu-se obrigada a aumentar os preços no mercado regulado por duas vezes (algo nunca visto), em julho e outubro. Foram mais 5€/MWh em cada uma das situações, o que equivaleu a mais 3% em média nas faturas.

Para as 933 mil famílias (mais ou menos 5% do consumo total), que ainda estão no mercado regulado e ainda são abastecidas pelo comercializador de último recurso, SU Eletricidade, o aumento nos preços será de +0,2%

Apesar disto, garante a ERSE, a primeira fatura da luz do ano (janeiro) no mercado regulado vai trazer uma boa surpresa: uma descida de 3,4% em relação às contas da luz de outubro, novembro e dezembro. Poupam agora, mas entretanto já viram o preço da luz subir em 2021.

No mercado livre, 1 de janeiro de 2022 é também o dia em que a EDP e a Galp atualizam as tarifas para os seus clientes. Ambas garantem que não mexeram nos preços em 2021, mesmo com a escalada no Mibel, e por isso fazem agora as suas atualizações.

No entanto, a primeira fatura da luz do ano (janeiro) no mercado regulado vai trazer uma surpresa: uma descida de 3,4% em relação às contas da luz de outubro, novembro e dezembro. Poupam agora, mas entretanto já viram o preço da luz subir duas vezes em 2021.

A EDP Comercial já comunicou aos seus clientes que as tarifas de eletricidade vão subir em média 2,4% em 2022, o que corresponde a um acréscimo na fatura das famílias de cerca de 90 cêntimos por mês, refletindo a subida dos custos da energia.

“A EDP Comercial vai fazer uma atualização média de 2,4%, em linha com o mercado regulado, a partir de 1 de janeiro. Esta atualização traduz-se numa variação média de 90 cêntimos por mês”, disse a presidente da EDP Comercial, Vera Pinto Pereira, referindo que este aumento acontece “num contexto de subida relevante dos preços de energia no mercado grossista”.

A EDP Comercial já comunicou aos seus clientes que as tarifas de eletricidade vão subir em média 2,4% em 2022, o que corresponde a um acréscimo na fatura das famílias de cerca de 90 cêntimos por mês.

A intenção é manter as tarifas “ao longo de todo o ano de 2022”, adiantou a gestora, realçando que “a EDP Comercial dá assim continuidade à estratégia de estabilidade de preços que permitiu manter inalterados os preços dos clientes também em 2021, quando o mercado de energia atingiu valores recorde”.

Já a Galp vai aumentar os preços da eletricidade a partir de 1 de janeiro. Uma subida que rondará os 2,7 euros mensais para as potências contratadas mais representativas.

“A partir do próximo dia 1 de janeiro, os preços finais da eletricidade e do gás natural da Galp serão atualizados […]. Para as potências contratadas mais representativas, o aumento mensal na fatura da eletricidade para os clientes da Galp, rondará, em média, os 2,7 euros”, disse fonte oficial da Galp.

Segundo a mesma fonte, no caso da eletricidade, o preço reflete o “aumento do custo de aquisição de energia, bem como a previsão de redução das tarifas de acesso às redes, anunciada pela ERSE [Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos] para 2022”, enquanto o aumento do preço do gás natural também se deve ao custo de compra, “em linha com a evolução do preço deste produto no mercado internacional”.

Já a Galp vai aumentar os preços da eletricidade a partir de 1 de janeiro. Uma subida que rondará os 2,7 euros mensais para as potências contratadas mais representativas.

Apesar de reconhecer o impacto do contexto do mercado na fatura dos seus clientes, a petrolífera notou que a sua oferta integrada permite “níveis de poupança mensais que ultrapassam largamente os aumentos agora anunciados”.

Conforme exemplificou, os clientes com a oferta integrada de gás e eletricidade com potências/escalões mais representativos podem poupar mensalmente 21 euros, em função do consumo anual de combustível.

Tanto a Iberdrola como a Endesa aumentaram os preços em 2021 para novos clientes e novos contratos e contam agora com uma descida dos preços da eletricidade que vendem no mercado liberalizado em 2022, mas unicamente por via da grande redução das tarifas de acesso às redes (uma componente importante da fatura final) decididas pela ERSE, que também entrarão em vigor para todos os consumidores a 1 de janeiro de 2022.

A Iberdrola informa que todos os seus clientes, sem exceção, poderão beneficiar a partir de 1 de janeiro das previstas reduções das tarifas de acesso já comunicadas pela ERSE”, disse ao ECO fonte oficial da elétrica.

Para 2022 o regulador propõe descidas na tarifa de acesso às redes que vão desde os -94% na média, alta e muito alta tensão, passando por -65,6% na baixa tensão especial e -52,2% na baixa tensão normal. Na prática, segundo a ERSE, só isto “contribui para uma diminuição de cerca de -35%, em termos médios, na fatura final dos consumidores do mercado liberalizado”.

Iberdrola e Endesa contam com uma descida dos preços da eletricidade que vendem no mercado liberalizado em 2022, mas unicamente por via da grande redução das tarifas de acesso às redes decidida pela ERSE, que abrande todos os consumidores.

Já depois da publicação desta notícia, fonte oficial da Iberdrola prestou esclarecimentos adicionais, afirmando que em 2021 “para renovações contratuais e novos contratos, casos houve onde se verificaram ajustes que refletem apenas a pressão verificada nos mercados grossistas”. No entanto, garante, “não houve qualquer aumento para a carteira em período contratual”.

Para famílias e pequenos negócios, a Endesa irá manter os preços na atual carteira de clientes, a partir 1 de janeiro mas também estes acabarão acabarão por sentir uma descida nas faturas por via das tarifas de acesso às redes.

Uma novidade que a Endesa traz do país vizinho é a possibilidade de “contratar a Tarifa Tranquilidade, para ter um preço estável, durante 5 anos” no segmento residencial”.

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