Crédito ao consumo dispara para 630 milhões de euros em novembro

Pela primeira vez desde o início da pandemia, o financiamento aos consumidores superou os 600 milhões de euros, depois de disparar em novembro.

O crédito ao consumo disparou em novembro, com os bancos e as financeiras a emprestarem quase 630 milhões de euros aos consumidores, mais 10% em relação ao mês anterior. Foi a primeira vez que ultrapassou a fasquia dos 600 milhões desde o início da pandemia, em março de 2020.

Foram concedidos 629,2 milhões de euros às famílias para a compra de automóveis, eletrodomésticos, férias e outros bens e serviços no penúltimo mês do ano passado, correspondendo a um aumento de 9,6% face a outubro e a um disparo de 24,4% em relação a novembro de 2020, revelou o Banco de Portugal esta segunda-feira. A evolução reflete a maior abertura da economia, depois de meses de restrições que travaram o consumo dos portugueses.

Todas as finalidades de crédito ao consumo registaram subidas em novembro, mas o crescimento foi mais expressivo no crédito pessoal, que inclui educação, saúde, energias renováveis, lar, crédito consolidado e outras finalidades: aumentou 12% em termos mensais, para 296 milhões de euros.

O crédito concedido através de cartões de crédito também subiu significativamente, embora os montantes sejam menos expressivos: aumentou mais de 16%, para 112,7 milhões de euros.

Crédito aos consumidores acelera

Fonte: Banco de Portugal

Por seu turno, os montantes para financiar a compra de carro aumentaram 3,6%, para 221 milhões de euros. Os financiamentos para a aquisição de automóveis novos tiveram as maiores subidas: na locação financeira ou aluguer de longa duração (ALD), a subida mensal foi de 20,5%, para 16,2 milhões de euros, enquanto com reserva de propriedade, o crescimento foi de 10,2%, para 47,4 milhões. Quanto aos usados, baixou 8%, para 5,2 milhões na locação financeira e ALD, e estabilizou nos 152,2 milhões na reserva com propriedade.

Assim sendo, os financiamentos para o consumo atingiram 5,95 mil milhões de euros no acumulado entre janeiro e novembro de 2021, o que representa uma subida de mais de 10% em relação ao mesmo período do ano passado.

(Notícia atualizada pela última vez às12h09)

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