Reino Unido estuda compensar fornecedoras de energia para reduzir fatura das famílias

Governo de Boris Johnson encontra-se a estudar um "mecanismo de estabilização" que compensa as fornecedoras de energia quando os preços do gás ultrapassam um certo patamar.

O Governo britânico está a estudar a hipótese de o Estado compensar as comercializadoras de energia quando houver disparos nos preços grossistas do gás natural, noticia o Financial Times esta terça-feira. Seria uma forma de tentar evitar que os custos mais elevados acabem refletidos nas faturas cobradas aos consumidores.

O jornal financeiro refere que a proposta está a ser promovida pelas próprias empresas do setor, mas é descrita por pessoas ligadas ao Governo como “plausível” e “lógica”.

O objetivo do chamado “mecanismo de estabilização de preços” é, concretamente, o de fazer pagamentos às empresas sempre que os preços do gás natural no mercado grossista ultrapassem um certo valor. A medida poderia ser autofinanciada ao longo de vários anos, pois as empresas teriam, pelo contrário, de reembolsar o Estado quando os preços do gás descessem abaixo de um patamar definido.

Ainda assim, o Financial Times refere que os responsáveis governativos também identificam algumas desvantagens no mecanismo que está a ser estudado. O jornal também cita um gestor do setor energético que tem dúvidas sobre como é que uma medida deste tipo poderia ser posta em prática.

Se o Governo do Reino Unido não tomar qualquer medida, as estimativas apontam para que a despesa média anual das famílias com energia aumente de 1.277 libras para mais de 1.900 em abril, precisamente na altura em que entra em vigor um aumento de impostos, o que alimentará a inflação. O país é dos que mais tem sofrido o impacto da crise energética e das baixas reservas de gás natural na Europa.

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