Exclusivo Processo EDP volta para as mãos de Carlos Alexandre

Este foi o último processo a ser sorteado no total dos processos do novo Ticão. Suspeitas que recaem sobre Mexia, Manso Neto e Pinho voltam para as mãos de Carlos Alexandre.

O processo EDP voltou a ir parar às mãos de Carlos Alexandre. O sorteio eletrónico dos processos do novo Ticão — que agora tem nove juízes de instrução e não apenas Carlos Alexandre e Ivo Rosa — foi realizado no passado dia 12 de janeiro. Mas o processo EDP — que envolve Mexia, Manso Neto e Manuel Pinho — ficou de fora desta distribuição eletrónica. O ECO/Advocatus sabe que o processo ficou retido no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e só esta sexta-feira chegou ao Ticão para ser sorteado. Certo é que — apesar de existirem mais sete juízes no tribunal — o processo foi de novo parar às mãos deste juiz de instrução.

O processo já tinha estado nas mãos de Carlos Alexandre que aplicou uma caução de seis milhões a Manuel Pinho e prisão domiciliária com pulseira eletrónica. O ex-ministro ficou assim como o arguido com a mais alta caução aplicada pela justiça portuguesa, com aplicação da pulseira eletrónica. Este sorteio eletrónico surge também pelo facto de Ivo Rosa estar em exclusivo com o processo BES, Octopharma e Marquês e por isso ter de ‘transferir’ os seus processos aos seus colegas.

O processo das rendas excessivas da EDP está há cerca de dez anos em investigação no Departamento Central de Investigação e Ação Penal e tem como arguidos o ex-presidente da EDP António Mexia, João Manso Neto, ex-presidente da EDP Renováveis, o administrador da REN e antigo consultor de Pinho João Faria Conceição, e Pedro Furtado, responsável de regulação na empresa gestora das redes energéticas. Manuel Pinho foi constituído arguido no âmbito do caso EDP por suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais, num processo relacionado com dinheiros provenientes do Grupo Espírito Santo.

O inquérito investiga práticas de corrupção e participação económica em negócio nos procedimentos relativos à introdução no setor elétrico nacional dos Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC).

No dia 11 de janeiro, o Conselho Superior da Magistratura decidiu contra o pedido de impugnação de Carlos Alexandre e mais quatro magistrados contra o sorteio eletrónico dos processos. Com esta decisão, o processo EDP sairia das mãos do juiz Carlos Alexandre. Mas, para já, tudo se mantém como estava, neste que é um dos processos mais mediáticos do Ticão.

No dia 4 de janeiro entrou em vigor a lei que retirou a exclusividade da dupla Carlos Alexandre e Ivo Rosa no “Ticão”. Este diploma determinou que o TCIC passasse a ter uma composição com mais sete juízes, e não apenas dois, depois de se fundir com o Juízo de Instrução Criminal de Lisboa. Mas esta nova fase do Ticão ficou marcada por esta impugnação de seis páginas.

Outro dos processos mediáticos pendentes no Ticão — da instrução do caso da divulgação dos mails do Benfica pelo Porto Canal, que estava a cargo de Carlos Alexandre — voltou por sorteio a calhar ao mesmo juiz, com uma probabilidade de 1 para 7, tendo em conta o número de magistrados que compõem atualmente o ‘Ticão’.

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