Painhas de Viana compra em Braga para entrar na energia solar e na descarbonização

O solar fotovoltaico e a transição energética na indústria são as duas novas apostas do grupo liderado por Helena Painhas, que entrou no capital da Energia em Conserva, agora designada EnergyCon.

O Grupo Painhas vai apostar na área do solar fotovoltaico e da descarbonização, depois de concretizar a entrada no capital da EnergyCon – a nova designação adotada pela bracarense Energia em Conserva –, com quem tinha feito uma parceria para participar naquele que foi o primeiro grande projeto da gigante dos painéis solares sul-coreana Hanwha Q Cells em Portugal.

Fundada em 2011 por Edgar Moreira e Ana João Martins, a EnergyCon emprega atualmente cerca de 60 pessoas e apresenta-se como uma empresa de serviços energéticos especializada em EPC fotovoltaico (Engineering, Procurement and Construction), com competências técnicas em várias soluções fotovoltaicas e também, mais recentemente, em serviços para a descarbonização e a transição energética na indústria.

Na sequência da integração no grupo de Viana do Castelo liderado por Helena Painhas, uma antiga campeã nacional de surf, a administração espera um “crescimento significativo” das receitas, que em 2021 rondaram os dez milhões de euros. Com mais de 3,2GW em pipeline para os próximos cinco anos, dentro e fora do país, perspetiva um aumento do volume de negócios para 80 milhões de euros no final deste ano.

Precisávamos de uma empresa nacional saudável, madura e com um posicionamento inteligente no mercado, que nos apoiasse no processo de internacionalização.

Edgar Moreira

CEO da EnergyCon

“Sentimos que precisávamos de uma empresa nacional saudável, madura e com um posicionamento inteligente no mercado, que nos apoiasse no processo de internacionalização”, sublinha o CEO, Edgar Moreira. Citado num comunicado enviado ao ECO, o gestor destaca ainda a “nova dinâmica financeira” e o reforço da presença internacional à boleia do novo acionista, que iniciou a internacionalização em 2006 e que conta com delegações em Espanha, França, Reino Unido, Angola, Moçambique, África do Sul e México.

Fundada em 1980, a Painhas está associada a oito marcas próprias e presente nas áreas de produção, transporte, distribuição e manutenção de redes e infraestruturas de energia e telecomunicações, tendo nos últimos anos alargado o leque de soluções nas áreas da formação, águas, gás, construção civil e construção naval. Sem adiantar os valores envolvidos na operação, este investimento na EnergyCon é descrito como “uma decisão estratégia comprometida com os objetivos de transição energética”.

Já a operação de renaming e de rebranding da empresa, concretizada este mês, é justificada pelo crescimento do negócio e pelo maior foco nos mercados internacionais, com a mudança de nome e de logótipo a manterem a referência à conservação energética, através da energia solar. A Energycon diz que “esta nova identidade pretende suportar e alavancar o reposicionamento da marca como empresa internacional, sem perder o seu sotaque nacional e intervenção local”.

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